Domingo, Fevereiro 27, 2011

CAMPANHA NACIONAL "NÃO COMPRE CARROS DA BYD!"

COMEÇO A CAMPANHA "NÃO COMPRE CARROS DA BYD" QUE É UMA EMPRESA CHINESA DE PROPRIEDADE DO COMUNISTA NORTE-AMERICANO WARREN BUFFETT QUE É UM DOS MAIORES INVESTIDORES NA TÁTICA DE ANIQUILAÇÃO DE CRISTÃOS ANTES DO NASCIMENTO: "O ABORTO". PARA MAIORES INFORMAÇÕES VISITEM ESTA COMUNIDADE NO ORKUT.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=111886184

PROVAS AQUI:

SAUDAÇÕES CRISTÃS E PAULADA NESSES FILHOS DA PUTA!

A LÍNGUA!

Sábado, Fevereiro 26, 2011

O QUE PENSO SOBRE VOCÊS QUE DENIGREM O REAL E AMAM O MAIS LIXO DA MENTIRA!

Rapaz, essa do "páishtô" doidão me assustou mais do que a vez que fui ao trem fantasma. O cachorro se rebate e ainda dá sinal para os músicos... transe sincronizado, não?


Há mais!

E vem essa corja tratar católico como se fosse a última falsificação do momento.

Quem faz essa putaria anarquista ao nível de terreiro é pior do que macumbeiro. Este é o país de uma gente satanizada com vestígio de escrementos sexuais que lembram a presença de satanás e também lembra o fogo do inferno.

Sou uma pessoa brasileira, mas é assim que vejo esse povo desgraçado que louva o básico do lixo. Isso é culto? Nem ritual há, só anarquia e nenhum aprendizado. Só a fixação nos mentirosos para o povo virar servos deles. Se eles não roubassem dinheiro desses trouxas, não vestiriam roupas de businessmen.

Puta que pariu, que deus é esse que parece uma mistura de tribal africano com pai-de-santo... "barabábuncia salaba badabaçora" .... vish!!!!

"aleluias"... puta que pariu, essa gente vai ensinar israelita aprender hebraico... hahahaha

a vitória... qual vitória??? quer agradar um derrotado é dizer que ele terá a vitória... é como dizer que vai ficar rico sem ganhar dinheiro.

Sabe porque não existem símbolos e objetos religiosos num boteco protestante? Para ninguém desviar visão do macaco do palco, ele é o foco de adoração e os fiéis nunca percebem que adoram e veneram o "páishtô".

Aquele Douglas C. de Souza é contratado do safado e o safado finge que adivinha o nome dele, mas não advinha a abreviação "C.", que gente submissa... até josé dirceu ficaria com nojo por ver a facilidade de manipular essa gentalha.

Lhes confesso, agora eu teria coragem de ir a u
m terreiro de umbanda (menos quimbada, hehe) porque seria mais civilizado do que ir àquela gaiola de bandidos e mulheres mentirosas com cabelos de Capitão Caverna!

A sublimação da pobreza é a choradeira fingida de emoção por uma vitória que não existe, todos mentindo e chorando de felicidade pela conquista temporária de ter dissimulado ter recebido mais vitória do que os demais presentes do grupo de piolhos... "diz o Senhor," ainda clamam. - Santo Deus do Céu!!!! Quanta blasfêmea!

"glória a Deus pelo ladrão mentiroso!!!"... dizem eles! Merecem o PT.

os illuminati vêem isso e devem ter raiva de ver como essa gente é fácil de ser manipulada sem um pingo de esforço.

Sexta-feira, Fevereiro 25, 2011

MAIS UMA PROVA DE QUE O kúmmunismo é coisa de satã!!!!!!!!!!!

Além da matéria A Revelação Mal Divulgada na qual eu trago provas de que o kúmmunismo é coisa de satã, nesta escritura abaixo fica mais uma prova de que a proposta do kúmmunismo de tirar dos ricos para dar aos pobres e assim fazer a justiça social (injustiça socialista ou socioPaTa) é também satânica porque o resultado dela é tirar de todos e passar tudo para os agentes obedientes aos líderes escondidos do kúmmunismo mundial. A prova na escritura relata que Deus faz questão que haja pobres e ricos para que ambos se inspirem entre eles para haver intercâmbio e engrandecimento humano e humanitário. A riqueza não pode ser feita para machucar e a pobreza não pode ser uma acomodação. Essa é a verdade que Deus relata! Não nos esqueçamos que reis e pobres vieram a Jesus, como também reis e pobres avessos à verdade cruscificaram-no. Sendo assim não podemos condenar os ricos nem forçar os pobres a ficar como estão para servir de bodes espiatórios para teorias mentirosas de que eles são assim porque os ricos os exploram para então o povo fazer o serviço sujo de saquear os ricos e entregar as suas riquezas aos manipuladores à moda de satanás e assim todos ficarem pobres, oprimidos e dependentes dos manipuladores, enfim, sendo realizada a tomada total de poder e controle de pensamento.

A Língua!

A tsedacá é um dos 613 preceitos dados por D’us no Monte Sinai ao povo judeu.

D’us permitiu que existissem pobres e ricos para que os seres humanos exercecem bondade e justiça uns com os outros transformando seu livre arbítrio em ações positivas.

Qual a origem da mitsvá de Tsedacá?
A Torá declara: "Se houver um carente entre seus irmãos, numa de suas cidades, na terra que D'us deu a vocês, não endureçam seus corações nem fechem a mão a seu irmão carente.

Vocês definitivamente devem abrir suas mãos e lhe emprestar o suficiente para o que lhe faltar (Devarim 15:7,8)." "Tsedacá" além de caridade, como já citamos acima, justiça.

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2011

HABEMUS KADAFI! O MAIOR ENTREGUISTA DO BRASIL QUE É O MAIOR LADRÃO DO BRASIL! "ROUBA O PAÍS DE QUEM ELE JÁ ROUBA DINHEIRO!"

MPF processa Lula e ex-ministro da Previdência

O Ministério Público Federal em Brasília entrou com ação contra Lula e o ex-ministro da Previdência Amir Lando. Eles são acusados de improbidade administrativa por supostamente usarem a máquina pública para promoção pessoal e favorecer o banco BMG, envolvido no escândalo do mensalão.

Segundo o MP e o TCU, entre outras irregularidades, foram enviadas mais de 10,6 milhões de cartas contendo propaganda para que assegurados do INSS tomassem empréstimos consignados no BMG.

O prejuízo estimado com a impressão e o envio das cartas é de 9,5 milhões de reais. A procuradora da República Luciana Loureiro pede de Lula e Lando a devolução dos recursos e, em liminar, o bloqueio dos bens dos acusados.

Por Lauro Jardim

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2011

IGREJA ORTODOXA RUSSA: !!!!!!!! FUJA DESSE CRIME DISFARÇADO DE RELIGIÃO !!!!!!!!! ELES QUEREM POLICIAR VOCÊ E AMEAÇAR O SEU PAÍS!!!!!!!


Como a máfia globalista russa e seus ideólogos espalham sua influência pelo planeta por meio dos "mensageiros de batina".


A sexta parte da terra já não quer mais ser apenas sexta. Sobre isso se evidencia a forte promoção do ideal da "medida russa" em todas as partes do globo, especialmente intensificada em 2010. E não é somente ideia: em diversos países do mundo "as pessoas locais" com espanto assistem sua realização. Digamos, uma guerra sem derramamento de sangue, pelos templos, entre ROC (Russian Ortodox Church - Igreja Ortodoxa Russa) e comunidades ortodoxas da diáspora subordinadas à Constantinopla.

O governo russo faz aquisições de terras nas capitais europeias para a construção de novas e grandiosas catedrais. E tudo porque os templos do Patriarcado de Moscou são símbolos da presença russa e centros de disseminação de "trabalhos culturais".

Segundo palavras do ministro do exterior russo Sergei Lavrov, a Igreja é aliada de seu departamento e vai com ele de "par em par".

O Estado, por enquanto, ainda não trabalha efetivamente com os compatriotas no estrangeiro e, neste setor precisa de apoio da ROC - declarou o presidente Dmitry Medvedev, semanas atrás em uma reunião com os participantes do Conselho Episcopal da ROC. Ele ressaltou que a Igreja deve consolidar os milhões de russos fora da Rússia.

No final de ano o chefe dos diplomatas russos Sergei Lavrov assegurou aos participantes das Leituras Internacionais Natalinas no Palácio de Kremlin que, de várias formas vai amparar a ROC na arena internacional.

Propriedade politicamente conveniente

O ano de 2010 tornou-se o ano da virada para o Patriarcado de Moscou. O Patriarca Cirilo, ambicioso e cheio de força e experiência, elegantemente dissimulado no jogo internacional, mergulhou no seu elemento.

Por trás de seu trabalho fecundo, sempre avança como sombra, a configuração de Vladimir Putin. Em 05.01.2010 ambos promulgaram a campanha de transferência de valores de "significado religioso" para ROC.

Durante o ano as informações sobre a retomada dos templos das comunidades da diáspora e "apropriação" dos prédios, que pertenciam aos moradores da Rússia antes de 1917 abalam o ambiente.

Em novembro, o Primeiro Ministro da FR (Federação Russa) pressionou o seu homólogo em Israel, Benjamin Netanyahu, exigindo transferir para Rússia as dependências do quintal de Sergiev, em Jerusalém. Como escreve a revista israelense "antes queriam apenas uma parte do complexo, agora a FR exige a totalidade do território, juntamente com o parque arqueológico e instalações das comunidades - defesa da conservação, preservação da natureza e monumentos".

O quintal de Sergiev localiza-se ao lado da missão espiritual da Rússia. Até 1917 aqui era paragem de peregrinos. Nos tempos da União Soviética, a Rússia não teve acesso a esses edifícios.

Durante a visita de Vladimir Putin em 2005, as autoridades israelenses receberam dele uma mensagem correspondente e em 2008 registraram o símbolo da presença russa na Terra Santa como propriedade da FR.

Curiosamente, os ministros das Finanças e Assuntos do Exterior tentaram persuadir a comunidade de que a transferência destas instalações para Rússia "é de grande importância para defesa de Israel". Provavelmente, isso lhes garantiram os diplomatas russos.

No entanto a mais brilhante transação de propriedade do ano passado foi a decisão da justiça referente à maior igreja ortodoxa da França - Catedral de São Nicolau em Nice - a favor da Rússia.

Em fevereiro de 2010 escrevia o semanário americano Time: "Ortodoxo - não é sinônimo da palavra pertencente ao Estado russo". No entanto, quando prometeram à administração francesa da cidade "85.000 turistas ricos da Rússia a cada ano", o caso pôde ser resolvido.

Em seu tempo a Catedral foi construída pelos "emigrantes brancos" (pessoas que nos primeiros anos da União Soviética conseguiram emigrar ou fugir da Rússia, onde sofriam perseguições, inclusive religiosas - O.K.) e não para que nele orassem os anátemas. A paróquia estava subordinada ao Patriarcado de Constantinopla, mas o domínio de cada paróquia é "uma vitória para Moscou, que aspira a se tornar uma Terceira Roma".

O pároco da Catedral, arcipreste Ioann Gheit, acredita que Moscou usa as igrejas ortodoxas para satisfazer suas ambições e para glorificar seu regime político - como na época de Ivan o Terrível e Pedro I.

Significativa é a reação ao evento em Nice do redator substituto da revista "Pensamento Russo" Viktor Lupanov. Ele argumenta que a história da Igreja na Europa Ocidental, do Patriarcado de Constantinopla chegou a termo porque seus lideres não compreenderam a situação e não seguiram o exemplo da ROCOR (Igreja Ortodoxa Russa além fronteira), que se juntou ao Patriarcado de Moscou.

Esta é uma sentença tchekista (Tcheká - o mais antigo nome da polícia secreta soviética, de 1917 a 1922).

A Rússia, com mãos da ROC PM (Igreja Ortodoxa Russa - Patriarcado de Moscou) ativamente retira dos emigrantes que não são subordinados ao Patriarcado de Moscou, os templos construídos na época pré-revolucionária. É o que escreve o jornalista francês Vinsan Zhover. Como princípio usa-se normalmente o método da divisão, criação de conselhos "paralelos" dos representantes da igreja, recém-chegados da máfia russa, os quais começam cansativos processos judiciais com os conselhos dos imigrantes anteriores.

Paralelamente à política

Não é nenhum segredo que, ao longo da estrutura da ROC no exterior a FR exerce influência política em diferentes países. "A política do Estado russo é clara e acessível. Sua estratégia prevê a transformação do Patriarcado de Moscou em órgão principal, líder em todo mundo ortodoxo e o ambiente da igreja - em peculiar, paralelo ao esquema político global - diz o renomado professor e estudioso das doutrinas religiosas, da Universidade de Lviv - Ucrânia, Andriy Yurash. Para isso é necessário minimizar ao máximo o papel do Sínodo Patriarcal. O Estado russo e a Igreja realizam um programa único, em estreita cooperação. Como prova o fato que percorreu todas as mídias: "O Arcebispo da ROC, em dezena e meia de anos de permanência na cátedra em Viena aliciou para a então KGB (órgão da polícia secreta soviética) cerca de 30 diferentes agentes no ambiente da igreja".

Nos dias de hoje, a missão de "organizar agentes" é executada com abnegação pelo Patriarca de Moscou, Cirilo. Ele tem experiência: por algumas décadas encabeçou o Departamento de Relações Externas da ROC, mas antes viajou pelo mundo várias vezes, convencendo o Ocidente de que na União Soviética havia liberdade de religião. Exteriormente, o vetor político do Patriarcado de Moscou é mais importante do que qualquer direção interior de, digamos, o aprofundamento da evangelização ou outros trabalhos relacionados com o autoaperfeiçoamento, segundo Andriy Yurash.

Ocupação "espiritual"

Além da ocupação histórico-espiritual, o Patriarcado de Moscou, evidentemente, está interessado em ocupação de propriedade física e jurídica. "Devolver para o seio da mãe-igreja canônica as paróquias ortodoxas no Báltico e Ásia Central. Em 02.02.2011 o Patriarca Cirilo, em discurso no Conselho dos Bispos da ROC falou sobre o "problema" na Estônia (onde os templos podem ser transferidos para a propriedade da igreja com a permissão de Constantinopla), na Lituânia, Uzbequistão, Turcomenistão...

No Canadá, por enquanto, as tentativas iniciais de Moscou foram rechaçadas.
Construir novas igrejas também é uma forma de aumentar sua presença no mundo. A partir deste motivo eclodiu escândalo na França. Durante o Ano da Rússia na França, a Rússia comprou em Paris uma área de terra (9 mil metros quadrados) - próximo a Torre Eiffel e do Palácio do Eliseu - para construção da Catedral do Patriarcado de Moscou e Centro de Cultura e Espiritualidade.

Escreve a publicitária Anna Dobanton:

"a operação influenciada por alavancas poderosas, e muito hábeis, concretizou os negócios do presidente russo Vladimir Kozhin - um antigo participante da KGB, associado com o Patriarcado de Moscou, Alexy II, depois com o metropolita Cirilo, com o qual V. Kozhim intensamente "cultivava" os funcionários parisienses.

As negociações sobre um "centro espiritual" da Rússia, na pessoa do então Patriarca Alexy II teve início com o presidente francês Nicolas Sarkozy em 2007. Finalmente, depois de uma visita de Putin a Paris, em junho de 2010 - a área foi comprada pelo Gabinete de Assuntos Presidenciais da FR.

Quando a compra já estava sendo efetuada, o assunto despertou interesse da inteligência francesa - "sob o disfarce da espiritualidade lá poderão colocar espiões", escreve em seu artigo na "Novaya Hazyeta" Alexander Soldatov.

Os peritos alertam, que em troca de um "centro espiritual e cultural", Dmitry Medvedev concordou na compra de helicópteros "Mistral", permitiu a participação dos franceses no projeto estratégico do Gasoduto da Europa do Norte (Nord Stream) e participar de sanções internacionais contra o Irã.

Vinsan Zhover publicou no semanário "Le Nouvel Observateur" o artigo "Especulação com a Catedral de Kremlin em Paris", onde expôs os resultados de sua investigação jornalística. Ele afirma que este assunto é parte de a muito tempo desenvolvida estratégia global: a legitimação do regime de Putin com a Igreja. A construção da catedral no centro de Paris equivale a uma declaração da retomada da influência russa na França e mesmo na Europa Ocidental.

No verão do ano passado, Moscou comprou para sua igreja um pedaço de terra na capital da Espanha, Madri. A primeira paróquia da Rússia foi criada nesta cidade em 2001.

É bom saber

O Sínodo Patriarcal da ROC dos anos 1917 - 1918 elegeu o Patriarca Tikhon (Byelavina) e declarou anátema ao governo soviético.

A repressão começou. No entanto, o ataque total à Igreja começou em 1921. A maioria dos bispos da ROC que não optaram pela "cooperação" foi exterminada e substituída pelos trabalhadores do NKVS (órgão da polícia secreta anterior a NKVD). A Tcheká desenvolveu estratégias e táticas para destruir as igrejas. Milhares de padres recalcitrantes foram presos e executados. Permaneceram "no serviço" apenas os leais às autoridades que tinham por obrigação transmitir aos "órgãos" os temas das confissões de seus paroquianos.

Em 21.10.21 o Metropolita Sergei determinou aos padres e leigos rezar nas igrejas pelo poder dos "vermelhos ateus". Em seguida, por ordem de Stalin, ele foi "nomeado" Patriarca da ROC.

Em 28.04.1923 a estrutura paralela da ROC, subordinada a Tcheká e encabeçada pelo Metropolita Sergei organiza o Sínodo Patriarcal da ROC, e toma decisões importantes para os bolcheviques, destacando:

- apoio ao poder soviético e da necessidade histórica do sistema socialista;

- celebrar o poder soviético nas missas;

- condenar as atividades contra revolucionárias da chefia anterior da Igreja;

- condenar a Igreja Ortodoxa Russa no exterior;

A Igreja Ortodoxa Russa do Patriarcado de Moscou até hoje não fez o ato de arrependimento e purificação em sua estrutura.




Título original traduzido: Globalização da "Fé Ortodoxa"

Tradução: Oksana Kowaltschuk

Publicado em Ukraina Moloda (Nova Ucrânia), em 10.02.2011.

Terça-feira, Fevereiro 15, 2011

MAIS UMA DE OBAMA CRIMES: #30!




O governo Americano está há décadas infiltrado por comunistas globalistas que detém o controle da mídia que faz o povo pensar que está votando em democráticos abertos e conservadores democráticos, no entanto, ambos os lados têm membros escolhidos a dedos super poderosos para serem os candidatos à eleição. Não importa, quem ganhar será mais que um eleito, será um escolhido aos moldes dos donos do mundo que são vinculados ao satanismo e querem a escravidão mundial e a redução da humanidade através de segregração, intrigas, e guerras. Esses escolhidos foram formados nas universidades que são vinculadas (se não propriedades de) sociedades secretas místicas e anti-cristãs, muitas que fomentam o protestantismo e o protestantismo neo-cristão que parece ser cristão, mas é uma leva de profanos satanistas moldados pela maçonaria illuminati (Grand Orient). Nessas universidades eles são lavados mentalmente e assim preparados a acreditar que terão uma função importante de mudar o mundo para uma nova ordem, a nova ordem mundial, e serão dados prestígio, facilidades milionárias, apoio de muitos empresários porque, de acordo com a lavagem cerebral, esses escolhidos são pessoas "iluminadas e superiores" aos demais, assim alimentando o ego e disparando a vontade de servidão para submeter-se à vontade do grupo formador e dominante para um dia realizar as coisas que os escolhidos pensam ser boas, mas são anti-cristãs nos resultados finais e eles não conseguem ver isso.

Sabem vocês que para se entrar nos Estados Unidos se precisa apresentar certidão de nascimento, declaração de imposto de renda e comprovantes bancários e ter nenhuma pendência na Justiça. No entanto o herdeiro do rei Hussein citado na professia islâmica como aquele que tomará o poder na grande nova nação do ocidente (Estados Unidos), arruinará aquele país e abrirá as portas para o islamismo universal. Obama até hoje tem sua certidão de nascimento omitida com proteção da mídia (até a Fox News não toca nesse assunto), sua ficha de alistamento tem marca do correio ameriano de 1971, tem data de assinatura de 1988, e data de impressão do formulário de 2008. Quer dizer que o sujeito assinou um papel de 2 anos há 20 anos atrás com logotipo autorizado para impressão de 1971! O gajo também tem 39 números de CPF e previdência social, sendo apenas um legítimo, e "o cara" está solto e comandando um país sem declarar sua nacionalidade que já fora comprovada por sua avó materna que ele é queniano. No Quênia quem solicitar a cópia do registro de nascimento no hospital de Nairobi, será arrastado para fora, preso, interrogado e deportado. No Havaí houve decreto para não solicitação da certidão original de nascimento de Obama por parte da então governadora cuja é do Partido Republicano... Juízes disseram ser improcedentes as solicitações de investigação sendo fato admitido pelo Comitê do Partido Democrata a não apresentação dos documentos de Obama antes e depois da eleição como regula o Tribunal Eleitoral Americano. E George W. Bush que ordenou a invasão de dois países com o pretexto ou razão para proteger os pontos de interesse dos Estados Unidos de ameaças radicais socialistas islâmicas, abafou o caso, se omitiu e deixou o "MACACOBAMA" adentrar a Casa Branca sem documento, apenas com muitos "lenços" (muito dinheiro) e um turbante vermelho na mentalidade.

Começamos a perceber que há paradoxos nesses conflitos nos quais os Estados Unidos entram com pretexto para defender a liberdade e os interesses americanos enquanto um governo que diz fazer isso passa o poder para um outro composto por anti-americanos à medula e não desmascara o vagabundo e companheiros de partido cujos acusavam o parceiro de Bush o John McCain de não ser americano, sendo o próprio Obama um queniano e filho de queniano, que só por esse motivo mesmo se ele tivesse nascido nos Estados Unidos, a Lei não o permitiria assumir. Mas como George $oro$ consegue esculhambar o mundo e exércitos não o matam e ele conseguiu até emplacar uma terrorista búlgara no poder do Brasil, então Obama o controlador da JetBlue e da Azul Linhas Aéreas através do satanista mórmom Neeleman, aquele que usa parte de sua fortuna gerada por quem viaja por suas empresas aéreas para fomentar a propagação da aberração mórmom que se domina a verdadeira igreja (como mentem os adventistas, os batistas e tantos outros made-in-USA) e não a Igreja Católica, bem como a tese revolucionária, por isso uma fraude e uma afronta ao Poder do Espírito Santo, que Maria não era Virgem e que nenhuma mulher (tese materialista e debochada do satanás) pode gerar um filho sem a penetração de um homem e que então Deus se materializou em homem e se apresentou à Maria e convenceu-a em ter relações sexuais com Deus enquanto José trabalhava na carpintaria. TRADUZINDO: Pensar em fomentar uma ESTRUTURA DEMONÍACA como ESSA e rir às escondidas ao transformar Católicos em mórmons com uma MENTIRA TÃO GROTESCA como essa sendo que Deus fez o Universo no qual há uma estrela que faz o nosso Sol parecer algo menor do que uma ponta de agulha perto dela, COMO NÃO SERIA POSSÍVEL PARA DEUS TRAZER UM FILHO DE MANEIRA NATURAL PARA QUE TODOS TESTEMUNHASSEM A VINDA DO SEU MESSIAS?
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Mas eu não estou fugindo do assunto, volto ao Governo Americano... o assunto sobre o Neeleman foi só para vocês saberem um pouco onde vão os tentáculos do satanista que não é morto por qualquer exército o George Soros, o verdadeiro dono da Azul Linhas Aéreas... Esse governo corrompido pelos líderes caprinos das revoluções (destruições), está cumprindo a professia satânica islâmica de que ele ajudaria a revolução islâmica e corroiria a tal grande nação nova do ocidente. O MAGNÍFICO JORNALISTA GLEEN BECK DA FOX NEWS apresentou a lógica de funcionamento da estrutura de George Soros e como o DES-GOVERNO MACACOBAMA está vinculado ao Google para gerar revoluções nos países islâmicos para promover transações democráticas que elegerão ... "VEJAM SÓ:"... os partidos revolucionários islâmicos pró-Rússia e anti-povo americano. Eles não são contra quem está dentro do governo americano, mas sim contra o povo americano porque esse é o polo direito existe ao lado do polo esquerdo que quer existir sozinho para que o povo não tenha referência de qualidade de vida para lutar por liberdade e direitos civis reais. COM A QUEDA DO MURO DE BERLIN, HOJE O MURO QUE DEVE SER ERGUIDO - DE ACORDO COM OS SATANISTAS POLÍTICOS, LÊ-SE COMUNISTAS - É DESTRUIR AS REFERÊNCIAS DE DECÊNCIA, PROSPERIDADE, CAPITALISMO, MODERNIDADE - COM O QUE HÁ DE PIOR: COMUNISMO ISLÂMICO PROMOVIDO PELOS DONOS CONTROLADORES DA RÚSSIA E VLADMIR PUTIN!

Só lembrando que George Soros é um dos patrocinadores do matadouro de bebês filhos de cristãos chamado Planned Parenthood que significa Planejamento Familiar. Dentro das comunidades mais pobres dos Estados Unidos, agentes de formação ideológica pró-aborto espalham a informação mentirosa de que aborto é bom e que a mulher tem de ser livre. Então elas são guiadas por essas agentes a fazer o aborto. As agressões e carnificinas são muito bem pagas pelos des-governos estaduais tomados pelo famigerado Partido Nada-Democrata. Isso dá um ganho triplo aos satanistas: "(1) MATA-SE NOVOS CRISTÃOS EM POTENCIAL ANTES DE NASCER, (2) GANHA-SE DINHEIRO COM PAGAMENTOS BEM ALTOS DOS GOVERNOS ESTADUAIS PARA FAZER AS MATANÇAS, (3) PARTE DO DINHEIRO É RETORNADO PARA AS CAMPANHAS DO PARTIDO NADA-DEMOCRATA."

ENTENDERAM AGORA PORQUE OS COMUNISTAS DEFENDEM TANTO O ABORTO, SEUS IDIOTAS?????????
ESTE É O PRESIDENTE SONHADO PELA REDE GLOBO, RECORD E TODAS A COMUNICAÇÃO SOCIAL(ISTA) PARA OS ESTADOS UNIDOS!
E ELE AGRADECE À "PLANNED PARENTHOOD" PELOS TRABALHOS FEITOS EM BENEFÍCIO DOS "HOMENS" DA AMÉRICA, OU SEJA, OS QUE FODEM E MANDAM SUAS AMANTES ABORTAR OS FILHOS QUE ELES GERARAM... MACACOBAMA FORA APLAUDIDO COMO UM deus!!!!!

PARA UM ISLÂMICO, O ABORTO É VÁLIDO SE FOR APLICADO NUM NÃO ISLÂMICO!
CAPITOU? GOTCHA?

Agora fiquem com o vídeo do Gleen Beck. E não precisa ser um esperto em Inglês para entender... as imagens e explicações nos quadros negros deixam tudo claro!

Sábado, Fevereiro 12, 2011

COMO ORAR DE MANEIRA SINCERA (CORRETA)

Essa mensagem é de altíssima importância. Leia e assista o vídeo. Vocês ficarão emocionados de onde vem tão importante ensinamento!


Comentário de Pe.Mateus Maria, FMDJ, sobre a Mensagem de Nossa Senhora Rainha da Paz, dada em Medjugorje no dia 02/02/11:

“Queridos.filhos! Vos reunis ao meu redor, procurais a vossa estrada, procureis, procureis a verdade, mas esqueceis a coisa mais importante: esqueceis de rezar corretamente. Os vossos lábios pronunciam palavras sem número, mas o vosso espírito não experimenta nada. Vagando na escuridão, imaginais também ao próprio Deus segundo o vosso modo de pensar e não como é verdadeiramente no seu Amor.

Queridos filhos, a verdadeira oração provem da profundidade do vosso coração, do vosso sofrimento, da vossa alegria, do vosso pedido de perdão dos pecados. Este é o caminho para conhecer o verdadeiro Deus e, por conseguinte, também a si mesmo, porque sois criados a Sua imagem. A oração vos conduzirá ao cumprimento do meu desejo, da minha missão aqui convosco, unido na família de Deus. Vos agradeço”.

Sexta-feira, Fevereiro 11, 2011

PRA CIMA E PRA BAIXO... PORQUE ELEGERAM MULLAS E BÚLGARAS!

Quanto mais se estuda a História, mais se persuade de que não há nela uma linha identificável - muito menos uma que leve claramente para baixo ou para cima.

Conforme se sinta feliz ou infeliz, ajustado ou deslocado na sua época, você tende a enxergar a passagem do tempo histórico como evolução ou decadência. Os filósofos pré-socráticos, por exemplo, lhe parecerão precursores da ciência atual ou portadores de uma sabedoria perdida.

A Idade Média, um período de trevas ou a apoteose da inteligência humana. A 2ª Guerra, uma regressão à barbárie antiga ou o cúmulo da barbárie moderna. A nenhuma época da História faltam qualidades que justifiquem uma opinião e a outra. Se há neste mundo algum julgamento que seja desesperadoramente subjetivo, é aquele que vê a caminhada da espécie humana sobre a Terra como uma gloriosa escalada em direção aos céus ou inexorável descida aos infernos.

"Todas as épocas são iguais perante Deus", ensinava o historiador Leopold von Ranke. Quanto mais se estuda a História, mais se persuade de que não há nela uma linha identificável - muito menos uma que leve claramente para baixo ou para cima.

Julgamentos de evolução ou decadência só fazem sentido quando há um objetivo e um prazo, claros e determinados, que sirvam de medida do avanço ou retrocesso. Como ninguém sabe para onde a História deve ir nem quanto vai durar, cada um é livre para medi-la segundo a régua que entenda e chegar a conclusões opostas às do seu vizinho.

No entanto, há na História entidades e instituições que têm uma finalidade clara e pretendem atingi-la num prazo concebível. Essas podem ser julgadas, pois têm em si seu próprio padrão de medida. A Igreja Católica, por exemplo, prometeu fazer santos, e os fez em profusão desde o primeiro dia, mas não pôde continuar a produzi-los na mesma quantidade e nem mesmo na proporção do crescimento do número de almas humanas na Terra. Dizer que algo aí não está muito bem não é nada de subjetivo.

O movimento sionista prometeu dar aos judeus um país no prazo de duas ou três gerações. Deu-lhes o país, mas cercado de inimigos. Foi um progresso caro e perigoso, mas quem não concordará que é melhor estar espremido na sua própria terra do que num país estrangeiro, onde cada um está louco para jogar você num gueto ou num campo de concentração?

Já o socialismo não prescreveu a si mesmo nenhum prazo, mas o morticínio, a miséria e a opressão que produziu ao longo de um século já superaram tão amplamente a dose de sofrimentos humanos que ele prometia curar, que não é nem um pouco insensato prever que ele não poderá se sair melhor se lhe dermos outra chance (a última coisa que devemos fazer).

De outro lado, seu fracasso em atingir os fins declarados não implica que ele tenha perdido também o prestígio mágico adquirido pelas suas promessas iniciais. Ao contrário: o número de fiéis do socialismo parece aumentar na mesma proporção do número de cadáveres que ele vai deixando pelo caminho. O socialismo decai como ideal legítimo no mesmo passo em que progride como máquina de conquista do poder. Como diria Nelson Rodrigues, o fracasso subiu-lhe à cabeça.

A cultura superior no Brasil também não nasceu com prazo, mas é razoável e, aliás, habitual, medi-la pela evolução de um país vizinho nascido na mesma época e em condições não muito diversas.

O transcurso de dois séculos fez aí toda a diferença: a elite pensante do nosso Império nada perdia na comparação com os Founding Fathers, mas enquanto os Estados Unidos são hoje o centro da alta cultura universal, reunindo os maiores filósofos, os maiores cientistas, os maiores artistas e as melhores universidades, o Brasil simplesmente saiu da história intelectual do mundo. Saiu pelo ralo. Pode-se perguntar o que deu errado e responder com máxima objetividade: tudo.

A pergunta sobre evolução e decadência não é sempre descabida. Basta que seja limitada a entes e processos historicamente mensuráveis e que você esteja preparado para aguentar o tranco da resposta.

CAOS NA AVIAÇÃO CIVIL... PAGANDO CARO PARA BUSCAR A MORTE!

O ESTADO DE SÃO PAULO CARTAS 11/02/2011

BURROCRACIA brasileira

Cheguei dos EUA numa aeronave nova da fábrica, na Flórida, e relato as diferenças no procedimento, custo, atendimento, aeronavegabilidade e comunicação. A começar pela carga tributária, mais de 25% do custo total, um absurdo. Saí da Flórida sem burocracia, num voo visual, em que não é necessário um plano de voo predeterminado, mesmo sendo internacional. Abasteci o tanque de 480 litros por US$ 450 - no Brasil, o mesmo combustível vai de R$ 3,60 a R$ 5 o litro. Durante a viagem, no Caribe parei em cinco destinos e a variação vai de US$ 1 a US$ 1,30, no máximo. Bastou chegar ao Brasil para começarem os problemas. Em 23/1 parei em Boa Vista e para sair de lá no dia seguinte passei por uma maratona burocrática de cinco carimbos de autoridades (Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, etc.). Depois de quase duas horas de burocracia, a parada seguinte foi em Manaus. Assim que pousei pedi à torre que informasse o abastecimento da Shell para encher o tanque. Demora de uma hora e meia, num calor infernal de 33 graus e com o tempo mudando rapidamente. A Infraero disse que o pessoal da Shell fora avisado, mas a empresa disse que só fora informada no instante em que foi abastecer. Não há concorrência nos aeroportos brasileiros, ou é Shell ou BR. Por que aeronaves com matrícula estrangeira têm direito a combustível mais barato em Manaus? Anac e Infraero são o suprassumo da ineficiência e o brasileiro paga o combustível de aviação mais caro do planeta pela falta de concorrência. Já os buracos negros na comunicação no sobrevôo da Amazônia nos fazem pensar sobre o Sivam. Aonde foram parar o dinheiro, o equipamento e o aparelhamento dessa área, onde não há rádio? Esse é o retrato da aviação no Brasil: custos abusivos, as leis são excessivas e as omissões, escondidas.

LUIZ HENRIQUE CHAVES D"AVILA

luiz_davila@terra.com.br

São Paulo

Quinta-feira, Fevereiro 10, 2011

PARA OS LEITORES DE PORTUGAL!

Caso o link abaixo não funcione, clique aqui.

Para: Assembleia da República
ABORTO – Vemos, ouvimos e lemos – não podemos ignorar
1. Portugal tem desde há 4 anos uma lei que permite o aborto livre a pedido, até às 10 semanas de gestação.
2. Quando, por altura do referendo o País se confrontou com tal mancha histórica, foi prometida uma lei que protegesse as mulheres e conferisse melhores condições para o exercício da maternidade.
3. Volvidos 4 anos assistimos a uma realidade dramática que deixa mulheres e homens cada vez mais sós e abandonados à sua sorte.
Aos mais carenciados é oferecido o aborto para “colmatar” as dificuldades que apresentam.
Milhares de mulheres foram vítimas de pressões e constrangimentos vários, e arrastados ao horror do aborto.
4. Em 4 anos, só por via do aborto legal mais de 60.000 crianças deixaram de nascer. É como se uma cidade (como Aveiro), de repente, ficasse totalmente despovoada e os edifícios e monumentos nela existentes não tivessem quem os habitasse. Apenas o silêncio nas ruas e nas praças e as folhas arrastadas pelo vento.
5. Muitas das “vozes autorizadas” que no referendo defenderam o sim têm agora tomado posição pública contra a regulação e prática do aborto que vigora.
6. O País confronta-se com um dramático pedido às famílias de redução de salários e prestações sociais. Por outro lado o Estado continua a pagar e oferecer gratuitamente o aborto, o avião, o táxi, o hotel e o subsídio de maternidade a quem voluntariamente (ou coagida, uma vez que o Estado não sabe) põe fim a uma gravidez.
7. Uma mulher em baixa por doença recebe 65% do ordenado; já se abortar fica de licença de maternidade e recebe 100% do ordenado.
8. Milhares de mulheres deixaram de receber algumas dezenas de euros do abono de família para os filhos que tiveram, mas o Estado paga-lhes centenas de euros no caso de decidirem abortar.
Assim,
Peticiona-se à Assembleia da República que
A) Reconheça o flagelo do aborto que de norte a sul, varre o País desde há 4 anos destruindo crianças, mulheres, famílias, e a economia gerando desemprego e depressão.
B) Que tome medidas legislativas no sentido de:
a) Proteger a vida humana desde a concepção, a maternidade e os mais carenciados na verdadeira solidariedade social.
b) Rever para já a regulamentação da prática do aborto por forma a saber se o consentimento foi realmente informado e a garantir planos de apoio alternativos ao aborto.
c) Permitir que todos os profissionais de saúde (independentemente da objecção de consciência) possam intervir no processo de aconselhamento a grávidas.
d) Apoiar as Instituições que no terreno ajudam mulheres e crianças em risco, de uma forma criteriosa e realista.
e) Fazer cumprir os Direitos Humanos nomeadamente no que tange com o inviolável Direito à Vida e o eminente direito ao reconhecimento da dignidade de cada ser humano.
f) Gerir com critérios de “bem comum” os escassos recursos do País e por isso, deixe de “cobrir de dinheiro” o aborto.
Os signatários



A Petição Aborto - Vemos, ouvimos e lemos - Não podemos ignorar!, para Assembleia da República foi criada e escrita pela comunidade Federação Portuguesa pela Vida.

Esta petição encontra-se alojada na internet no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para petições online.

Caso tenha alguma questão para o autor da Petição poderá enviar através desta página: Contactar Autor

Terça-feira, Fevereiro 08, 2011

OBAMA CRIMES #29: A SITUAÇÃO DO DEFRAUDADOR MACACOBAMA FICA APERTADA NA CORTE SUPREMA AMERICANA!

O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho que mora nos Estados Unidos descreve detalhes da situação da defraudação e omissão sobre dados do nascimento de macacobama, o queniano office-boy do comunista e conspirador george $oro$, o dono da Azul Linhas Aéreas que devia ser chamada de Vermelho-Comunista Airlines, porque a JetBlue foi fundada com dinheiro sujo de $oro$ e a JetBlue abriu a Azul no Brasil.

Vejam toda a sequência da malandragem para esconder a verdadeira origem do macacobama, o descendente do rei Hussein (Barack Hussein Obama) que na professia islâmica viria para destruir a nova grande nação ocidental (Estados Unidos).


E AQUI NÃO É DIFERENTE, NÃO!

Correção: macacobama nasceu no Quênia, afirma a avó materna dele.

Segunda-feira, Fevereiro 07, 2011

Juiz autoriza família a educar filhos em casa!

ESPAÇO VITAL | 04 FEVEREIRO 2011
ARTIGOS - EDUCAÇÃO

Uma família de Maringá (PR) tirou os filhos da escola e os educa em casa com aval da Justiça. Com apoio do Ministério Público, os pais conseguiram convencer o juiz da Vara da Infância e Juventude de que a educação domiciliar é possível e, teoricamente, não traz prejuízos.

Os irmãos Lucas, de 12 anos, e Julia, de 11, são filhos de pedagogos. O pai é professor da Universidade Estadual de Maringá. Eles foram tirados da escola há quatro anos, após duas tentativas frustradas de tentarem matriculá-los em uma escola regular.
As crianças cursam inglês e matemática fora de casa. As outras disciplinas ficam a cargo dos pais. Também praticam esportes e não podem ver televisão em qualquer horário - só quando os pais autorizam.

Em linha contrária, uma família de Serra Negra (MG), que também tirou os filhos da escola, ainda tenta provar ao Judiciário que tem condições de educá-los em casa.

No Estado mineiro isso não foi possível e um casal foi condenado pelo crime de abandono intelectual - no Brasil, a legislação determina que as crianças sejam matriculadas em escola de ensino regular. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

No caso do Paraná, apesar de não existir uma decisão formal do magistrado a respeito do assunto, as crianças são oficialmente avaliadas pelo Núcleo Regional de Educação de Maringá a pedido da Justiça. O núcleo, vinculado à Secretaria de Educação, elabora e aplica às crianças provas de português, matemática, ciências, história, geografia, artes e educação física. Eles também passam por uma análise psicossocial.

"Os pais conseguiram comprovar que elas têm o conhecimento intelectual necessário, de acordo com as diretrizes curriculares. Essas crianças nunca tiveram dificuldade para resolver as provas. Os resultados demonstram que elas têm aptidão para cursar a série seguinte " - diz Maria Marlene Galhardo Mochi, assistente técnica do núcleo.

Segundo ela, esse é o único caso de educação domiciliar atendido pelo núcleo de Maringá. "Os pais dessas crianças têm condições, instrução e recursos para educá-las em casa. Como elas ainda estão cursando o ensino fundamental, por enquanto está funcionando. Minha preocupação é quando elas chegarem ao ensino médio, quando as matérias ficam mais complicadas", avalia.

Conforme Ricardo de Moraes Cabezon, presidente da Comissão de Direitos da Criança da OAB-SP, o ensino fora da escola não é totalmente proibido, desde que seja justificado como algo excepcional. "Tem de ser realmente excepcional, senão banaliza. Eu recomendo que os pais não façam isso por conta e risco, mas tenham uma tutela do Judiciário", orienta o advogado.

Para Luiz Carlos Faria da Silva, pai das crianças, além dos conflitos na educação moral dos filhos, a escola também oferecia conteúdos que ele considerava ruins. Ele reclama, por exemplo, que a escola ensinava arte moderna em vez de arte sacra.

Diz também que o aquecimento global é contraditório. "Só os vulcões lançam mais dióxido de carbono no ar que toda atividade humana", afirma o pai.

Para o educador português José Pacheco, idealizador da Escola da Ponte (em que não há salas de aula), o juiz de Maringá teve sensibilidade para entender o caso. "É possível que haja o ensino domiciliar, desde que a escola avalie periodicamente essas crianças. É uma alternativa sábia, já feita em países da Europa há muito tempo"

Publicada no site Espaço Vital.

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2011

VOTO CATÓLICO



SEGUNDA-FEIRA, 31 DE JANEIRO DE 2011

Aborto: defender a vida humana é ser progressista



Por Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo de Guarulhos

Contra o aborto. Aborto é o assassinato de um ser humano inocente e indefeso. A pena de morte é proibida no Brasil, mesmo que o criminoso cometa o crime mais horroroso do mundo. Uma criança inocente e indefesa não pode ser julgada e assassinada, por decisão unilateral de uma pessoa. 82% do povo brasileiro é contra a liberação do aborto (Ibope após eleições). As brasileiras querem a vida, a alegria de viver. Matar pessoas não está na alma das mulheres brasileiras, nem na dos homens brasileiros responsáveis.

Ciência. Muitas pessoas desconhecem que existe um ser humano no útero da mulher. Pensam que é um pedaço de carne, que pode ser sugado e jogado no lixo. A especialidade clínica fetal tem realizado cirurgias em fetos dentro do útero da mulher, preservando a vida nascente e a da mulher. Estudos apontam que a comunicação entre uma criança no útero e o mundo exterior se dá cada vez mais precocemente.Precisamos esclarecer a todos que há vida humana no útero da mulher.
Barbarismo. Hitler defendeu o assassinato dos seres humanos para se livrar de doentes, velhos e inválidos. Hodiernamente, são usados argumentos econômicos e de segurança pública. Como alguém, em pleno século 21, pode defender que devemos matar pessoas para reduzir custos governamentais ou para melhorar a vida dos adultos? Como alguém pode afirmar que uma criança que vai nascer será criminosa antes que ela própria chegue à idade do discernimento ? É puro barbarismo!
Falta de assistência médica. O IBGE, no estudo “Nascimentos no Brasil: o que dizem as informações ?”, indica que a falta de assistência médica é a principal causa dos abortos. Diz o documento; “O acesso à assistência pré-natal é considerado uma condição sine qua non que a gestação transcorra sem problemas tanto para a mãe quanto para o filho, ou, pelo menos, que haja um acompanhamento médico para as situações de risco. Alguns estudos mostram que a maioria das mortes por causas maternas são evitáveis, se ações que objetivam a qualidade da assistência perinatal e o acesso aos serviços de saúde da gestante forem tomadas (BRASIL...,1997; ALMEIDA; BARROS,2005).” Acrescenta: “A avaliação por Unidades da Federação para o ano de 2006 mostra as desigualdades regionais, no que se refere à assistência pré-natal. Enquanto em São Paulo e no Paraná o total de nascidos vivos cujas mães realizaram sete ou mais consultas foi superior a 70%, no Amapá essa proporção não atingiu 25%.” O essencial é dar assistência médica, psicológica e material para todas as gestantes, desde a fecundação, com pelo menos sete consultas, para manter as vidas das crianças e das mulheres.
Religião. O aborto não é uma questão religiosa, mas humanitária. Defender a vida humana, desde a fecundação, é defender os direitos humanos. A vida não pode ser banalizada, com a eliminação dos idosos, ou com a retirada do ser inocente e indefeso do útero da mulher. A dignidade do ser humano começa no útero da mulher. Mas, defender a vida também é uma determinação de Jesus Cristo, que disse: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.”(Jo, 10,10)
Guarulhos - SP, 25 de janeiro de 2011.

Leis anticorrupção: é hora de ousar

Bo Mathiasen*

Publicado no Correio Braziliense, em 27/01/2011.

Em 1º de fevereiro, uma nova legislatura se inicia no Brasil. Deputados e senadores eleitos em outubro do ano passado tomam posse para quatro e oito anos de mandato, respectivamente, e senadores eleitos em 2006 iniciam os quatro últimos anos da investidura.

Nessa data, que marca o começo do ano legislativo, é preciso que os representantes eleitos reafirmem seu compromisso com os esforços que vêm sendo empreendidos pelo Brasil para conter a corrupção. O início de um novo governo e de uma nova legislatura apresentam também o desafio de dar novos passos na construção de uma cultura de integridade e transparência.

O povo brasileiro vem exigindo de seus representantes uma postura de fato comprometida com a ética. O movimento Ficha Limpa evidenciou o desejo por integridade e demonstrou a força da mobilização social. O recado dos eleitores em 2010 foi claro: a corrupção não será mais aceita.

A partir de hoje, deputados e senadores têm a oportunidade de atender essa demanda legítima da população, dando efetivo andamento a projetos de lei em trâmite no Congresso Nacional que buscam sentar bases para a construção de uma sociedade mais íntegra.

É o caso do Projeto de Lei nº 5586/2005, que tipifica o crime de enriquecimento ilícito quando o funcionário público possuir bens ou valores incompatíveis com a renda, e do Projeto de Lei nº 7528/2006, que define critérios e restrições para ocupantes de cargos públicos que tenham acesso a informações privilegiadas.

Outro importante projeto de lei a ser aprovado pelos parlamentares é o de nº 5228/2009, que trata da garantia do acesso pleno, imediato e gratuito a informações públicas, do estabelecimento de critérios para proteção das informações pessoais e sigilosas, assim como da isenção do servidor público de ser responsabilizado por informar as autoridades competentes sobre atos de improbidade ou crimes.

Não menos importantes são os projetos de lei nº 6616/2009, que propõe tornar hediondos os tipos penais de peculato, concussão, corrupção passiva e corrupção ativa, e nº 6826/2010, que trata da responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas por atos contra a administração pública.

Por fim, deputados e senadores terão a oportunidade de aprovar o Projeto de Lei nº 6577/2009, que propõe alterações na Lei de Lavagem de Dinheiro. O projeto determina infrações penais antecedentes à lavagem de dinheiro, amplia a lista de pessoas sujeitas a obrigações impostas pela mesma, cria o tipo penal “financiamento ao terrorismo” e permite a alienação antecipada de bens, direitos ou valores objetos dos crimes previstos nessa lei.

A existência desses projetos de lei demonstra que pelo menos uma parte da sociedade brasileira está consciente da necessidade de criar mecanismos para enfrentar a corrupção seguindo as convenções internacionais.

Todos os projetos citados acima atendem recomendações contidas na Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção e na Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, ambas ratificadas pelo Brasil.

É fato que o Brasil tem realizado importantes avanços no tema. O desenvolvimento de iniciativas como o Portal da Transparência e a demissão de mais de 3 mil funcionários públicos envolvidos em atos de corrupção pela Controladoria-Geral da União, por exemplo, demonstram a preocupação do país com a devida aplicação do dinheiro público, bem como com a responsabilização dos servidores envolvidos.

Mas o Brasil pode ser mais ousado. A adequação da legislação nacional para controlar a corrupção e o crime organizado transnacional é essencial para o desenvolvimento do país e para o fortalecimento do Estado de Direito. É preciso ter consciência de que cada centavo desviado por atos de corrupção deixa de ser aplicado em melhorias para o povo.

Agora, senadores e deputados podem trabalhar e se empenhar na defesa dos reais interesses dos eleitores, os mesmos que se mobilizaram no ano passado pela ética, pela integridade e pelo fim da corrupção.

* Dinamarquês, é o representante regional do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) para o Brasil e o Cone Sul.


TERÇA-FEIRA, 25 DE JANEIRO DE 2011

Dom Bergonzini entre os mais influentes do país

A Revista Época publicou, em dezembro de 2010, uma edição especial em que relaciona os 100 brasileiros mais influentes do país. Entre eles, destaca-se a figura de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo de Guarulhos. A Diocese de Guarulhos noticia o acontecimento em sua página web, conforme pode ser verificado aqui. Confira, abaixo, o texto publicado na Revista.

"Ao condenar os candidatos a favor do aborto, o bispo de Guarulhos causou polêmica na campanha presidencial. DOM LUIZ é o símbolo do sacerdote: apaixonado pelo Evangelho e por Jesus Cristo. Para ele e para a Igreja Católica, a vida deve ser preservada desde a fecundação até a morte natural. As duas manifestações do papa, sobre as eleições e as responsabilidades dos bispos, provaram que Dom Luiz está em sintonia com o Vaticano. Ele defendeu no TSE o documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, elaborado pela CNBB-Regional Sul-1. O parecer do Ministério Público Federal confirmou que os temas de interesse de entidades ou grupos sociais devem ser discutidos nas eleições. Segundo especialistas, esses fatos colocaram em debate a “agenda de valores” e levaram a eleição ao segundo turno. A FGV constatou que a credibilidade da Igreja Católica subiu 20 pontos e passou de 34% para 54%, em segundo lugar, atrás apenas do Exército. (João Carlos Biagini - Advogado da Mitra Diocesana de Guarulhos)"

SEXTA-FEIRA, 21 DE JANEIRO DE 2011

Uma igreja e a lama

No álbum da triste violência das águas que caíram na região serrana do Rio de Janeiro, produzindo cenário devastador, que clama urgências de solidariedade e atuações com responsabilidades cidadãs, políticas e governamentais, há uma foto mostrando uma Igreja e muita lama. Lama que desceu das encostas devastando tudo e levando vidas.

Há também outro tipo de lama que nos preocupa – a da corrupção existente nas instituições da sociedade contemporânea. Lama que se expressa na rapidez da aprovação de benefícios em favor de grupos e de classes, já privilegiados em relação aos que estão na carência e na miséria, causando indignação nos que se pautam pela conduta cidadã. A velocidade com que se aprovam benefícios para os servidores do povo está na contramão das morosidades das posições tomadas para evitar tragédias como essa e tantas outras que vitimam os inocentes, os pobres. Vitimam também, os que querem contribuir, mesmo na simplicidade, na construção de uma sociedade justa, solidária e mais fraterna.

Uma igreja e muita lama - fotografia que merece receber interrogações que não podem deixar de incomodar a consciência cidadã de todos: quando vai mudar a conduta social, política, governamental? Como mudar, cada um, a sua conduta diante dos rumos dados à vida de todos, com nefastas consequências, como o banho de lama que sujou a sociedade brasileira?

A igreja, mostrada naquela fotografia, permaneceu erguida, mesmo depois das agressões da lama devastadora que desceu matando gente, destruindo famílias e sonhos. Levando coisas que tantos adquiriram com sacrifícios e ao longo de muitos anos de trabalho. Ela tornou-se referência de uma comunidade de fé que ali se congregava. Essa congregação pela força da fé é um caminho com dinâmicas muito próprias para sensibilizar e iluminar consciências, para a coragem de se assumir um caminho de mudanças no horizonte do respeito com que a vida de todos deve ser tratada. A magnitude dessa tragédia, na paradisíaca região serrana do Rio de Janeiro, configura o cenário triste de tudo o que vem acontecendo pelo Brasil afora, com repetições a cada ano, apenas mudando de lugar. É preciso um novo aguilhão na consciência cidadã de todos, que faça brotar a coragem audaciosa de não apenas mexer nas estruturas ou dar mais inteligência às estratégias. É urgente mudar a conduta cidadã de cada um para debelar a cultura da malandragem, do tráfico que se associa à cultura da disputa insana pelo poder, com a troca de favores, benesses e cargos. Isso para não deixar cair no esquecimento, o sentido de que os mandatos e o poder que se exercem, é um serviço que se deve prestar à sociedade e à vida.
A lama que vai destroçando vidas, dizimando cidades e apagando sonhos, e o futuro de famílias e pessoas, precisa muito da iluminação da fé. Fé que remete cada um ao mais recôndito da própria consciência, para estabelecer um diálogo insubstituível, fazendo surgir uma força de valores que podem presidir condutas, ou escalonar prioridades. E superar gigantescos desastres ecológicos, políticos e sociais que vão se repetindo.
Não falta quem pergunte a Deus as razões desse desastre lamentável. No reverso desta interrogação é preciso indagar a Deus com disposição de obediência a Ele, com escuta autêntica e eficaz: como se comportar e ter conduta adequada no trato com a coisa pública e no respeito pleno à dignidade de cada pessoa, para evitar sofrimentos e dores tão grandes.

Aquela igreja que suportou o peso da lama é referência fundamental na comunidade devastada. Ali a congregação que se reúne para escutar a Palavra de Deus e celebrar a vida, pela força da fé, como dom precioso que vem d’Ele, forjou, certamente, muitos corações em sintonia com o bem, a exemplo das solidariedades que nesta hora difícil estão se concretizando, revelando o segredo que faz do coração humano lugar do amor e do compromisso com a justiça. A força da fé tem sustentado os que sofrem as maiores consequências. Também tem projetado aqueles que se enfileiram com gestos de solidariedade e partilha. O sentido social e de pertença a um mesmo povo recebe fecundidade própria da força da fé, que gera a cultura da bondade no coração e faz encontrar o sentido maior de tudo na alegria de ser bom - porque é bom ser bom.

Uma igreja não é lugar de promessas milagrosas e mirabolantes - é verdade que Deus pode tudo! Ela é lugar de encontro com Deus no exercício permanente da escuta de sua Palavra, fazendo brotar a permanente novidade da consciência moral fundada nos valores do Evangelho. É a demanda de tecer a cultura da bondade, da solidariedade e da justiça. A Igreja tem com sua razão de ser e seus valores, a missão de estar presente e atuante, sempre ao lado de quem precisa.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

Publicado aqui.

QUINTA-FEIRA, 16 DE DEZEMBRO DE 2010

"Quem não teve 'namoradinha' que já fez aborto?"

O governador do Rio de Janeiro fez esta pergunta lamentável e chocante em um evento em SP, e criticou o uso do tema na campanha política para Presidente; e afirmou que a legislação – que considera o aborto crime - é "falsa" e "hipócrita". (Folha de SP – 15/12/10).

É preciso responder esta sua infeliz pergunta. Gostaria de responder ao Governador, em meu nome – e creio, em nome de muitos – que jamais tive “uma namoradinha que fez aborto”. Jamais eu teria a coragem de usar uma moça; e, pior ainda, depois fazê-la abortar. A formação que recebi de meus pais, de meus professores, e pela voz de Deus que fala na minha consciência, jamais eu teria a coragem de tal ato hediondo e pecaminoso.

O namoro não é um tempo de brincadeira, de vivência sexual vazia e irresponsável, onde se pode gerar uma criança e depois matá-la ainda no ventre da mãe. Por isso são lamentáveis as palavras do sr. governador. E não se pode justificar este crime hediondo com a desculpa de um jovem ainda imaturo que tem o “direito” de brincar no namoro e com a vida dos outros.

A pergunta do sr. governador nos leva a entender que ele deseja que o aborto seja descriminalizado para que os jovens imaturos possam continuar matando o fruto de um namoro sem compromisso, irresponsável? Será que há meninas que possam ser usadas como “namoradinhas” de uso e abuso? Quem aceitaria isso para sua filha ou irmã? Ora, é preciso ter mais respeito a tantas meninas e moças que se tornam vítimas nas mãos de rapazes desumanos. Quantas tiveram mesmo que abortar? E quantas estão sozinhas criando seus filhinhos porque tiveram a coragem e a dignidade de respeitar a vida do seu filho?

Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a última vez, em 1997, fez uma pregação para os jovens no Maracanã, quando disse, entre muitas coisas que: “Por causa do chamado “amor livre” há no Brasil milhares de filhos órfãos de pais vivos”. E muitos nem mesmo tem o “direito de nascer”. Que uma criança seja órfã porque o pai morreu, paciência, mas deixá-la órfã com o pai vivo, sem o seu carinho e proteção, é uma covardia.

O namoro é o tempo sagrado onde dois jovens se encontram para começar a construir um casamento e uma futura família; é um tempo de conhecimento recíproco, respeito e amor. Mas não o amor erótico, mas o amor de Deus. Jesus mandou que nos amássemos, mas “como Ele nos amou”. E Ele nos amou pregado numa cruz. Isso é amor; uma decisão de fazer o outro feliz, e não de usar e abusar do seu corpo e depois matar o fruto desse “amor livre”. A grande crise dos casamentos e das famílias é a crise do amor. Amar não é gostar egoisticamente de alguém.

O Sr. governador do Rio de Janeiro afirma que manter a lei da criminalização do aborto é hipocrisia. Eu gostaria de perguntar-lhe o que é, então, matar uma criança inocente e indefesa no ventre da mãe?

O Instituto de Pesquisa “Vox Populi” acabou de publicar uma pesquisa, encomendada pelo Portal iG, divulgada em 5/12/2010, onde mostra que 82% dos brasileiros são contra a legalização do aborto, 87% contra a liberação das drogas e 60% contra as uniões civis de homossexuais. Para 72% das pessoas, “o futuro governo da presidente Dilma Rousseff não deveria sequer propor alguma lei que descriminalize o aborto” – a posição é compartilhada por católicos (73%), evangélicos (75%) e membros de outras religiões (69%).

Portanto, a posição do sr. governador contrasta radicalmente contra o que deseja o povo brasileiro. Como pode um governante se opor tão paradoxalmente à vontade popular, se ele foi eleito para representar esse povo? Por outro lado, a pergunta do governador mostra um descaso tão grande à vida do ser humano ainda não nascido, e um desrespeito tão grande ao namoro, que faz doer o coração. Será que não há lições melhores a serem dadas aos nossos jovens? Será que algumas autoridades não deveriam pensar melhor naquilo que dizem?

Prof. Felipe Aquino

SEXTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2010

Que coragem, Papa Bento!

O Papa Bento XVI se posiciona pela defesa e promoção dos direitos humanos legítimos e critica alguns regimes políticos que, em nome do Estado laico, republicano, democrático adotam medidas contrárias à vida e à família. O Papa afirma ser totalmente falsa e ilusória a defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não importem numa enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

O ideal democrático só é verdadeiro quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana. Esse ideal não pode ser atraiçoado por projetos políticos que visam descriminalizar o aborto e a eutanásia, de forma velada ou explícita. O Papa refere-se aos nascituros e doentes em estado vegetativo ou terminal. Quem mais fraco e indefeso do que estes?

Bento XVI anima os bispos a não se intimidarem diante de situações desafiadoras que ameaçam os princípios e valores inerentes à dignidade humana. A Igreja não visa o poder político nem segue certos políticos que procuram agradar o povo para ganhar votos. Com coragem, quer agradem ou desagradem, os bispos esclareçam o povo sobre os valores humanos e cristãos, testemunhando a busca sincera e respeitosa do bem comum.

O Papa não poderia ser mais claro quando afirma que “não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo”. Para ajudar melhor os leigos a viverem seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é necessária uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o Compêndio da Doutrina Social da Igreja.

Em determinadas ocasiões os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. Gaudium et Spes, 75).

O Papa cobra dos bispos que garantam o direito do ensino religioso confessional, opcional conforme a religião do aluno, e do direito do povo brasileiro ostentar símbolos religiosos nas repartições públicas. Um símbolo é lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história.

Uma sociedade sem Deus corre o risco de se tornar anárquica, comprometendo a moral e a ética. Deus deve encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política. (Caritas in veritate, 56). Confira o discurso do Papa do dia 28.10 pp., no site do vaticano: www.vatican.va

Dom Aldo di Cillo Pagotto é Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese da Paraíba.
João Pessoa, 29 de Novembro de 2010.

Vida, Moral e Cultura

A razão da realização da Vigília pela vida nascente nas Igrejas do mundo inteiro – convocada recentemente pelo Papa Bento XVI - está no centro do horizonte da sociedade contemporânea, desafiada diante de uma nova necessidade de sentido para a vida. A questão do sentido é desafiadora porque não se vale materialmente em si. Sua falta revela-se no esgarçarmento da cultura que sustenta a vida, ameaçada em todas as suas dimensões e direções em todo o planeta Terra.

Vida, morte e atividades humanas exigem clareza a respeito do significado que têm. São questões que não se explicam unicamente no âmbito do progresso científico e tecnológico. Em questão está a pergunta acerca da aventura humana de compreender seu sentido e seu destino.

A Igreja, por missão recebida de seu mestre e senhor, Jesus Cristo, sabe e deve ajudar cada ser humano a descobrir Deus - significado último da existência. Tarefa árdua. Em meio a tantos apelos, a Igreja sabe que só Deus responde as aspirações mais profundas do coração humano. Quando o homem contemporâneo não alcança essa meta, sua vida se resume a um horizonte estreito, destituído de valores. Assim, a cultura se enfraquece e dá lugar à violência, à falta de solidariedade e de sensibilidade social.

A perda dos valores produz a decomposição da cultura que sustenta o tecido da vida. Falta-lhe a consistência indispensável que só vem da moral articulada pela força de valores éticos e de princípios inegociáveis. O caos se instala facilmente comprometendo condutas individuais que, por sua vez, comprometem contextos culturais que precisarão de longo tempo para voltar a defender e promover o dom da vida. Assiste-se, então, lamentavelmente, a instalação da cultura da violência, da desordem, da corrupção, da traficância de todo tipo.

Esgarçar uma cultura pela perda de valores é muito mais rápido do que retificá-la com a absorção, a obediência e a vivência desses mesmos valores. Essa tarefa, incluída na missão da Igreja, razão que faz o Papa levantar a voz com uma decisiva convocação há de ser assumida com urgência por diferentes segmentos da sociedade. Culturas comprometidas por violência, droga, corrupção retardam providências para que seja restaurada a moralidade, e recuperados os princípios e valores éticos. A situação da atual sociedade é deplorável, pois justifica respostas de ontem deixando-as para o amanhã, atrasando processos e comprometendo a solidariedade. Falar, promover e educar não pode, absolutamente, ser considerado um atentado à liberdade e à autonomia, direitos insubstituíveis no contexto pós-moderno.

A liberdade e a autonomia precisam respeitar e obedecer a princípios e valores, para que, de fato, sejam sustentáculos da vida. É preciso, mesmo que aos poucos, com coragem e destemor, conscientizar a todos que “A vida é presente gratuito de Deus, dom e tarefa que devemos cuidar desde a concepção, em todas as suas etapas, até a morte natural, sem relativismos”, conforme afirma o Documento de Aparecida.

“A liberalização e banalização das práticas abortivas são crimes abomináveis, como também a eutanásia, a manipulação genética e embrionária, ensaios médicos contrários à ética, a pena de morte e tantas outras maneiras de atentar contra a dignidade e a vida do ser humano” (DA) - esta afirmação dos bispos chama a atenção de todos para o desafio do diálogo entre a fé, a razão e as ciências. Esse caminho é exigente e requer boa vontade e superação de todo tipo de preconceito. Não se pode desejar a vida, a paz, a fraternidade e a felicidade sob a lógica do lucro e da eficácia.

É urgente a superação da indiferença diante do sofrimento alheio e dos ataques à vida - desde a fase intrauterina até a que configura exclusão social. A vida depende, na sua sustentabilidade e sentido, da cultura edificada sobre valores e princípios advindos da ética e da moral.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo é Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Belo Horizonte, 03 de dezembro de 2010.

Íntegra da homilia do Papa na Vigilia pela Vida do Nascituro

Queridos irmãos e irmãs,

Com esta celebração vespertina, o Senhor nos dá a graça e a alegria de abrir o novo Ano Litúrgico, iniciando pela sua primeira etapa: o Advento, o período que faz memória da vinda de Deus entre nós. Todo o início traz em si uma graça particular, porque é abençoado pelo Senhor. Neste Advento nos será dada, mais uma vez, a oportunidade de fazer a experiência da proximidade d'Aquele que criou o mundo, que orienta a história e que tomou conta de nós, alcançando o cume de sua condescendência ao fazer-se homem. Exatamente o mistério grande e fascinante de Deus conosco, mais ainda, de Deus que se fez um de nós, é que celebraremos nas próximas semanas, caminhando em direção ao Santo Natal. Durante o tempo do Advento, sentiremos a Igreja que nos toma pela mão e, à semelhança de Maria Santíssima, expressa a sua maternidade fazendo-nos experimentar a alegre expectativa da vinda do Senhor, que abraça a todos no seu amor que salva e consola.

Enquanto os nossos corações abrem-se rumo à celebração anual do nascimento de Cristo, a liturgia da Igreja orienta o nosso olhar à meta definitiva: o encontro com o Senhor que virá no esplendor da sua glória. Por isso nós que, em toda a Eucaristia, "anunciamos a sua morte, proclamamos a sua ressurreição, na expectativa da sua vinda", vigiamos em oração. A liturgia não cessa de encorajar-nos e sustentar-nos, colocando em nossos lábios, nos dias do Advento, o grito com o qual se encerra toda a Sagrada Escritura, na última página do Apocalipse de São João: "Vem, Senhor Jesus!" (22, 20).

Queridos irmãos e irmãs, o nosso reunir-se nesta noite para iniciar o caminho do Advento enriquece-se por um outro importante motivo: com toda a Igreja, desejamos celebrar solenemente uma vigília de oração pela vida nascente. Desejo expressar o meu agradecimento a todos aqueles que aderiram a esse convite e a quantos se dedicam de modo específico a acolher e proteger a vida humana nas diversas situações de fragilidade, em particular nos seus inícios e nos seus primeiros passos. Propriamente o início do Ano Litúrgico faz-nos viver novamente a expectativa de Deus que se faz carne no seio da Virgem Maria, de Deus que se faz pequeno, torna-se criança; fala-nos da vinda de um Deus próximo, que desejou percorrer a vida do homem, desde os inícios, e isso para salvá-la totalmente, em plenitude. E, assim, o mistério da Encarnação do Senhor e o início da vida humana estão intimamente e harmonicamente conectados entre si dentro do único projeto salvífico de Deus, Senhor da vida de todos e de cada um. A Encarnação revela-nos com intensa luz e de modo surpreendente que toda a vida humana tem uma dignidade altíssima, incomparável.

O homem apresenta uma originalidade inconfundível com relação a todos os outros seres vivos que povoam a terra. Apresenta-se como sujeito único e singular, dotado de inteligência e vontade livre, ainda que composto de realidades materiais. Vive simultaneamente e indivisivelmente na dimensão espiritual e na dimensão corpórea. Sugere isso também o texto da Primeira Carta aos Tessalonicenses que foi proclamado: "O Deus da paz –escreve São Paulo – vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!" (5, 23). Somos, portanto, espírito, alma e corpo. Somos parte deste mundo, ligados às possibilidades e aos limites da condição material; ao mesmo tempo, somos abertos a um horizonte infinito, capaz de dialogar com Deus e de acolhê-lo em nós. Operamos nas realidades terrenas e, através dessas, podemos perceber a presença de Deus e tender a Ele, verdade, bondade e beleza absoluta. Saboreamos fragmentos de vida e felicidade e anelamos à plenitude total.

Deus ama-nos de modo profundo, total, sem distinções; chama-nos à amizade com Ele; torna-nos participantes de uma realidade que ultrapassa toda a imaginação e todo o pensamento e palavra: a sua própria vida divina. Com comoção e gratidão tomemos consciência do valor, da dignidade incomparável de toda a pessoa humana e da grande responsabilidade que temos com relação a todos. "Cristo, novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime. [...] Pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem" (Constituição Gaudium et Spes, 22).

Crer em Jesus Cristo comporta também ter um olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança. De resto, a própria experiência e a reta razão atestam que o ser humano é um sujeito capaz de entender e desejar, autoconsciente e livre, irrepetível e insubstituível, vértice de todas as realidades terrenas, que exige ser reconhecido como valor em si mesmo e merece ser acolhido sempre com respeito e amor. Ele tem o direito de não ser tratado como um objeto a se possuir, ou como uma coisa que se pode manipular a bel prazer, de não ser tornado um puro instrumento em vantagem de outros e seus interesses. A pessoa é um bem em si mesma e é preciso buscar sempre o seu desenvolvimento integral. O amor por todos, portanto, se é sincero, tende espontaneamente a dar atenção preferencial aos mais débeis e pobres. Sobre essa linha, coloca-se a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e do obscurecimento de consciência. A Igreja continuamente reafirma aquilo que declarou o Concílio Vaticano II contra o aborto e toda a violação da vida nascente: "A vida, uma vez concebida, deve ser protegida com o máximo cuidado" (Ibid., n. 51).

Há tendências culturais que buscam anestesiar as consciências com motivações espúrias. Com relação ao embrião no ventre materno, a própria ciência coloca em evidência a autonomia capaz de interação com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a crescente complexidade do organismo. Não se trata de um acúmulo de material biológico, mas de um novo ser vivente, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana. Assim aconteceu com Jesus no seio de Maria; assim foi com cada um de nós, no ventre de nossa mãe. Com o antigo autor cristão Tertuliano, podemos afirmar: "É já um homem aquele que o será" (Apologetico, IX, 8); não há nenhuma razão para não considerá-lo pessoa desde a sua concepção.

Infelizmente, também após o nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. As múltiplas violações de seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de todo o homem de boa vontade. Diante do triste panorama das injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e depois do nascimento, faço meu o apaixonado apelo do Papa João Paulo II à responsabilidade de todos e de cada um: "Respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta estrada, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade" (Encíclica Evangelium vitae, 5). Exorto os protagonistas da política, da economia e da comunicação social a fazer o que esteja ao seu alcance para promover uma cultura sempre respeitosa pela vida humana, para procurar condições favoráveis e retas de apoio ao acolhimento e desenvolvimento dessa vida.

À Virgem Maria, que acolheu o Filho de Deus feito homem com a sua fé, com o seu ventre materno, com carinho, com acompanhamento solidário e vibrante de amor, confiamos a oração e o empenho a favor da vida nascente. Fazemo-lo na liturgia – que é o lugar onde vivemos a verdade e onde a verdade vive conosco – adorando a divina Eucaristia, em que contemplamos o Corpo de Cristo, aquele Corpo que encarnou em Maria por obra do Espírito Santo, e d'Ela nasce em Belém, para a nossa salvação. Ave, verum Corpus, natum de Maria Virgine!

Amém.


SÁBADO, 27 DE NOVEMBRO DE 2010

Políticos, economistas, médicos, cientistas, jornalistas, defendam a vida nascente!

Na Vigília de oração pela Vida o Papa Bento XVI exortou aos protagonistas da politica, da economia, da medicina, da ciência e da comunicação social a fazerem tudo o que é possível para promover uma cultura sempre respeitosa da vida humana, para procurar condições favoráveis e redes de apoio ao seu acolhimento e desenvolvimento.

Por iniciativa de Bento XVI, a Igreja Católica celebrou neste sábado , em todo o mundo, uma vigília de oração pela “vida nascente”. O próprio Papa assinalou a data, na Basílica de São Pedro, com a celebração das I vésperas do início do Advento, tempo litúrgico que antecede o Natal.

Na homilia Bento XVI agradeceu, antes de mais nada, a todos aqueles que aderiram a este convite e a todos aqueles que se dedicam de maneira especial a acolher e guardar a vida humana nas várias situações de fragilidade, em particular no seu inicio e nos seus primeiros passos.

Acreditar em Jesus Cristo – salientou o Papa – exige também que se assuma uma olhar novo sobre o homem, um olhar de confiança, de esperança…O ser humano tem a exigência de ser reconhecido como valor em si mesmo e merece que o escutem sempre com respeito e com amor. Tem o direito de não ser tratado como um objecto que se deve possuir ou como uma coisa que se pode manipular à vontade, de não ser reduzido a simples instrumento em vantagem de outros e dos seus interesses. A pessoa – acrescentou Bento XVI - é um bem em si mesma e é necessário procurar sempre o seu desenvolvimento integral. Depois – acrescentou o Papa – se o amor para com todos é sincero tende espontaneamente a tornar-se atenção preferencial pelos mais débeis e pelos mais pobres. É nesta linha que se coloca a solicitude da Igreja pela vida nascente, a mais frágil, a mais ameaçada pelo egoísmo dos adultos e pelo obscurecimento das consciências .

Na sua homilia durante a celebração das Primeiras Vésperas de Advento, na Basílica de S. Pedro, o Papa salientou a existência de tendências culturais que procuram anestesiar as consciências com motivações falsas. Acerca do embrião no seio materno, a própria ciência põe em evidência a autonomia capaz de interação com a mãe, a coordenação dos processos biológicos, a continuidade do desenvolvimento, a complexidade crescente do organismo. "Não se trata" – disse o Papa – "de um cúmulo de material biológico, mas sim de um novo ser vivo, dinâmico e maravilhosamente ordenado, um novo indivíduo da espécie humana".

"Infelizmente" – prosseguiu o Papa – "também depois do nascimento, a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. Às múltiplas violações dos seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de cada homem de boa vontade. Perante o triste panorama das injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e depois do nascimento faço meu" - disse Bento XVI – "o apelo apaixonado do Papa João Paulo II à responsabilidade de todos e de cada um: 'respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta estrada, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade!

Com informações da Rádio Vaticano.

SEXTA-FEIRA, 26 DE NOVEMBRO DE 2010

Vigília pela vida

A vigília pela vida nascente convocada pelo Papa Bento XVI será realizada amanhã no mundo inteiro. O propósito é congregar todos os que creem em Deus: homens e mulheres de boa vontade, governantes e diferentes segmentos da sociedade, em torno da importância da vida.

Essa iniciativa será vivenciada em celebrações e vigílias eucarísticas, nas catedrais, igrejas grandes e pequenas, conventos, em todos os lugares possíveis. É a vida, em todas as suas etapas, desde a fecundação até a morte com o declínio natural, colocada no horizonte da fé e da espiritualidade; para assim ser iluminada pela força da presença amorosa daquele que é o seu único Senhor e sua fonte, Deus.

Especial atenção recai sobre a vida nascente. Há uma urgente e permanente necessidade de se retomar a referência de valores morais e evangélicos. Somente assim é possível iluminar consciências, livrando-as de relativismos éticos, a exemplo dos absurdos que desconsideram a vida nascente na tentativa de justificar a abominável prática do aborto, um atentado à vida - contra a vida inocente. A vigília pela vida nascente é oportunidade para reforçar a missão e o compromisso que a Igreja Católica tem no anúncio do Evangelho, no contexto próprio da sociedade contemporânea.

A vida não pode ser tratada apenas à luz das necessidades da realidade material. É claro que é importante considerar as incontáveis urgências - entre elas a superação dos graves problemas de moradia, de saúde, de trabalho, das estradas. A malha viária de Minas Gerais, por exemplo, é detentora de estradas conhecidas como “rodovias da morte”. O número de mortes registrado é próprio do quadro de situações de guerra. A vida não pode ser entendida, também, apenas como oportunidade de conquista de sucesso a todo custo, passando por cima de valores e comprometendo princípios inegociáveis. Não pode ser tratada, particularmente na sua etapa nascente, somente como questão de saúde pública.

A vigília pela vida nascente é um momento de vivência litúrgica e espiritual para recompor o tecido esgarçado da consciência moral contemporânea. Realidade que traz, por isso mesmo, comprometimentos sérios, desde a tragédia dos abortos - assassinato de inocentes - até atingir as situações complexas da violência que vai dizimando pessoas, especialmente os jovens. Vive-se um clima de terror nas cidades, mesmo quando ela é maravilhosa, provocando o medo e tirando a paz. A segurança pública é questão de estratégia e de infraestrutura diante dos desafios da decomposição moral que cria a cultura do desmando, do tráfico de drogas, de pessoas, de influências.

Há urgência na retomada de valores morais que não podem ficar desconhecidos – são eles que devem determinar a dinâmica da vida. Assimilados na consciência moral esses valores darão forma e contorno às práticas sociais, políticas, familiares e à conduta pessoal. As degradações contemporâneas configuram muitos itens que precisam ser enfrentados adequamente. A consciência moral é o ponto de equilíbrio de toda cidadania, luz e fonte da vida. É o coração da vida vivida como dom. Uma consciência moral esgarçada é um permanente atentado à vida.

Essa vigília pela vida nascente é oportunidade para ecoar nos corações a palavra do Senhor Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). É inaceitável qualquer ameaça à dignidade e à vida humana. Há uma situação cultural que precisa ser confrontada com os valores morais para que não se justifiquem os crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual, ou impunidades autorizadas pelo Estado com a colaboração gratuita dos serviços de saúde.

A Igreja tem tarefas e responsabilidades diante da grave derrocada moral. Os condicionamentos que ofuscam a consciência precisam ser confrontados com a oferta da distinção entre o bem e o mal. A vigília pela vida nascente é passo importante e compromisso no caminho para a edificação da autêntica civilização da verdade e do amor.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo é Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Belo Horizonte, 26 de novembro de 2010.

SEGUNDA-FEIRA, 22 DE NOVEMBRO DE 2010

O Papa e o Preservativo


Desde o sábado passado, 20 de novembro, a imprensa, líderes de organizações mundiais e até prelados que sofrem do "complexo anti-romano" batem palmas para o Papa que "liberou" o uso do preservativo.

Para a agência Associated Press, "Aceita o Papa uso de preservativo em determinados casos", para Reuters, "O Papa afirma que preservativos podem ser usados no combate à AIDS", para Agence France Presse, "Surpreendente abertura ao preservativo muda imagem do Papa". A mídia do mundo inteiro reproduz manchetes na mesma linha.

Mas, o Papa mudou mesmo a posição da Igreja? Este tema tem a ver com a forma como os católicos enfrentem as políticas públicas de combate a doenças de transmissão sexual. O que aconteceu?

Primeiro, um imprudente serviço informativo de L'Osservatore Romano antecipou no sábado passado alguns trechos do livro Luz do mundo, que é resultado de uma longa entrevista que o jornalista Peter Seewald fez com o Papa Bento XVI entre 26 e 31 de julho passados, no Palácio Apostólico de Castelgandolfo. O livro sairá à venda em vários idiomas amanhã, 23 de novembro.

Afirmamos que o serviço de L'Osservatore Romano foi, pelo menos, imprudente pois apareceu justo no dia em que o Santo Padre tratava de temas importantíssimos em Consistório e um dia antes da cerimônia de criação de 24 novos cardeais. Ou seja, havia agenda cheia para oferecer à imprensa e poder destacar os pronunciamentos dos novos cardeais. Resultado: Giovanni Maria Vian, diretor do L'Osservatore Romano, conseguiu silenciar todos os cardeais e afastá-los da imprensa porque o único que um jornalista iria perguntar-lhes agora era se o Papa mudou ou não a posição da Igreja sobre o preservativo e qual a opinião dos purpurados. Porque um homem com décadas de experiência jornalística fez isto? Por quem joga Vian?

Vale aqui lembrar que não é a primeira vez que, com uma falta assustadora de profissionalismo, ou uma boa dose de má-fé, Vian tem colocado o Papa no olho do furacão ou o jornal oficioso da Santa Se à beira do ridículo. Ele já usou das páginas do quotidiano vaticano para dar espaço a quem defendem o aborto por "compaixão", para festejar a eleição de Barack Hussein Obama, para elogiar os Beatles, Michel Jackson e Harry Potter, ou para afirmar que Homer Simpson é católico.

Ainda, cabe verificar o que foi que o Papa falou e o que não falou. Vejamos o que disse o Papa a Peter Seewald (os negritos são nossos):
Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.
Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no campo da AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irreal e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.
Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.
Efetivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC (Abstinence, Be faithful, Condom), que defende Abstinência, Fidelidade, Preservativo, sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.
Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto [ein Prostituierter, no original], em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.
Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?
É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.
Luz do Mundo, Bento XVI e Peter Seewald, Editrice Vaticana, versão original alemã, 2010.

Portanto, o Papa colocou sua opinião sobre o uso de preservativos dentro do contexto da luta contra o AIDS, e em particular acerca de uma estratégia para isso amplamente utilizada em alguns países africanos e nos Estados Unidos denominada ABC. É nesse contexto que se coloca o exemplo que utiliza o Papa: um homem que se dedica à prostituição, previsivelmente com atos homossexuais e por tanto, per se, fechados à vida. Ele não afirma que seja um ato moral o "prostituto" usar preservativo, mas que pode ser "um primeiro passo para a moralização", ou seja, para assumir "uma primeira parcela de responsabilidade, para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer".

As edição alemã, inglesa e francesa do texto divulgado pelo L'Osservatore Romano com trechos do livro-entrevista conservaram a palavra original da resposta "ein Prostituierter", o masculino de uma pessoa dedicada à prostituição. Mas a edição italiana não, ela usa o feminino. Quem foi responsável pela tradução? Também subordinados ao padre Lombardi?

Como quer que seja, a opinião do Santo Padre, colocada no livro-entrevista, não muda a doutrina da Igreja, só sublinha que "pode haver casos pontuais" em que seu uso seja justificado, e não que necessariamente seja "um ato moralmente bom". No campo da Teologia Moral, inclui-se no campo dos casos especiais ou da casuística.

Deve-se salientar que, no livro, o Santo Padre, ao se referir à encíclica Humanae Vitae, diz: "as perspectivas da Humanae vitae permanecem válidas".

Em nota do dia 21 de novembro passado o padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, disse: "O Papa não está reformando ou mudando o ensinamento da Igreja, mas reafirmando-o, ao colocá-lo em um contexto do valor e da dignidade da sexualidade humana enquanto uma expressão de amor e responsabilidade".

"O Papa reafirma que 'naturalmente, a Igreja não considera a camisinha como uma solução autêntica e moral' ao problema da AIDS", adverte.

Agora, fica evidente que o Papa não falou sem pensar. Ainda que as respostas a Seewald foram espontâneas, ele teve oportunidade de corrigir os rascunhos do livro. Além do mais, o próprio Papa pediu em 2006 ao Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde, então dirigido pelo cardeal mexicano Javier Lozano Barragán, um estudo detalhado sobre todas as implicações relacionadas com o tema do preservativo e a AIDS desde a ótica médica. O texto não contemplou valorações teológicas ou morais, só sanitárias e técnicas. Por tanto, trata-se de um tema que já foi estudado pelo Pontífice, desde diversos aspectos.

Porém, sua resposta no livro é só uma opinião, vertida num colóquio, e não um ato do Magistério. Opinião que, lida por completo, sem ser tirada de contexto, não se contrapõe ao que até hoje foi e é ensinado pela Igreja.

Origem e sentido da Festividade de Cristo, nosso Rei


Escute aqui uma catequese do Padre Paulo Ricardo sobre as origens e sentido da Festividade Liturgica de Cristo Rei.

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, Vigário Judicial da Arquidiocese de Cuiabá, em Mato Grosso.
Cuiabá, 20 de novembro de 2010.

As idéias contidas nos textos são de estrita responsabilidade de seus autores, são colocados no blog por considerar que total ou parcialmente contem aspectos proveitosos para o discernimento face à próxima eleição. As posições oficiais da Igreja podem ser lidas na seção Voz da Igreja.

DOMINGO, 21 DE NOVEMBRO DE 2010

Jesus Cristo, Rei do Universo

Celebramos hoje Jesus Cristo como Rei Universal. Fixemos os olhos em Jesus pregado na Cruz. Uma cruz é o seu trono real. É a partir daqui, da sua morte pelos nossos pecados, que Jesus Cristo estabelece o seu reinado, um reino de paz e de reconciliação universal.

Jesus Cristo é a meta final da História. É, pois, com razão que encerramos o Ano Litúrgico aclamando-O como «Rei dos Reis e Senhor dos Senhores», o Senhor e Rei de todo o Universo.

E como é que este Rei nos aparece na leitura do Evangelho de hoje? Aquele letreiro afixado na Cruz o proclama Rei. Aos olhos do povo, porém, Ele não passa de um rei de comédia… Feito objeto de troça e sarcasmo, é mesmo desafiado a mostrar o seu poder salvador: «salvou os outros, que se salve a si»; «se és rei, salva-te a ti e desce da Cruz!»

E Jesus mostra o seu poder salvador, não descendo do trono da Cruz, mas levando a cabo, por meio dela, a obra da salvação da Humanidade! Pregado na Cruz, oculta a sua majestade e quer manifestar em que consiste a sua realeza: o perdão para os que O insultam e maltratam; a garantia do paraíso ao ladrão arrependido; o abrir-nos as portas do Reino dos Céus até então fechadas pelo pecado. Não é reduzindo a nada os seus inimigos que Ele estabelece o seu reinado, mas provocando o amor das suas criaturas com o amor que lhes mostra «até ao fim»; assim reconcilia com Deus todas as coisas, «estabelecendo a paz, pelo sangue da sua Cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus» (2ª leitura). O seu reino é «um reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz» (prefácio da oração eucarística).

Jesus é Rei porque é Deus feito homem: «n’Ele reside toda a plenitude», isto é, n’Ele “habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina” (2ª leitura e Col 2, 9), por isso «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (2ª leitura). Com efeito «por Ele e para Ele tudo foi criado» e «Ele é a Cabeça da Igreja, que é o seu Corpo» (ibid.).

Mas, assim como acontecia no Calvário, o drama da rejeição do amor deste Rei de Paz e de Misericórdia continua atual. Confrontamo-nos com uma sociedade que teima em viver de costas para Deus e que tenta impor um projeto de vida contrário ao maravilhoso plano de amor e de paz inscrito no coração humano e na própria natureza das coisas. João Paulo II advertia que hoje acontece a difusão duma mentalidade inspirada no laicismo e esta ideologia leva gradualmente à restrição da liberdade religiosa até promover um desprezo ou ignorância do religioso, relegando a fé para a esfera do privado e opondo-se à sua expressão pública, o que nada tem a ver com a justa laicidade do Estado. Ora «uma sociedade em que Deus é absolutamente ausente autodestrói-se; vimo-lo nos grandes regimes totalitários do século passado», como nos ensina o Papa Bento XVI.

Em face desta situação, que vem já do séc. XVIII, Pio XI instituiu esta festa de Cristo Rei em 1925 e mais adiante promoveu a Ação Católica. O grito de S. Paulo, «é preciso que Ele reine» (1 Cor 15, 25) é a aspiração de todo o discípulo de Cristo, que quer opor aos desígnios dos homens da parábola de Lc 19, 14 – «não queremos que Ele reine» – um ideal apostólico, que veio a expressar-se no lema litúrgico: «Regnare Christum vólumus!»(Queremos que Cristo reine!). E foi assim que Jesus nos ensinou a rezar na oração do Pai-nosso: «Venha o teu Reino».

Perante o reinado de Cristo a nossa atitude não pode ser a de ficarmos passivos, limitando-nos a receber os bens do Reino. A vocação cristã implica a missão de ser apóstolo deste Reino. O Concílio Vaticano II, ao falar dos leigos, proclama que, «por própria vocação, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as de acordo com Deus» (LG 31).

Para isso, antes de mais, temos de fazer com que Cristo reine plenamente em nós próprios. Que Ele reine na nossa inteligência, procurando conhecermos cada vez melhor as verdades da fé aderindo interiormente a elas; que Cristo reine na nossa vontade para que ela se identifique com o querer de Deus e o seu projeto de salvação; que Ele reine no nosso coração para que ele não se apegue a nada contrário ao amor de Deus. Só então poderemos dar um testemunho válido e contribuir eficazmente para o reinado de Cristo na nossa família, no nosso ambiente de trabalho, enfim, na sociedade em que vivemos.

O ponto de partida de todo o apostolado eficaz é a procura incansável da identificação com Cristo; esta é a meta que João Paulo II propôs para o novo milênio: «Em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para que deve tender todo o caminho pastoral é a santidade… É preciso, pois, redescobrir, em todo o seu valor programático, o cap V da LG do Concílio, intitulado ‘vocação universal à santidade’» (NMI 30). A propósito, é bem expressivo um ponto do livro “Caminho”, de São Josemaría Escrivá: «Um segredo, um segredo em voz alta: estas crises mundiais são crises de santos. Deus quer um punhado de homens ‘seus’ em cada atividade humana. Depois... ‘Pax Christi in regno Christi’ – a paz de Cristo no reino de Cristo» (nº 301).

Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul.
Frederico Westphalen, 21 de novembro de 2010.

O Rei do universo

Pilatos, ironicamente, mandou fixar em hebraico, grego e latim sobre a Cruz de Jesus estes dizeres: “Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus (Jo 19,19). Sem o saber aquele Prefeito da província romana da Judéia foi o instrumento da Providência divina, proclamando até a consumação dos séculos a realeza do Crucificado.

Soberania asseverada em hebraico, o que mostra o império religioso de Cristo-Rei; em grego, afirmando seu domínio na inteligência e na cultura; em latim, anúncio de sua autoridade no campo político, jurídico e social.

Pilatos havia antes perguntado a Jesus: “Tu és rei”? Recebeu esta resposta: “Tu o disseste, eu sou rei. Para isto é que eu nasci e para isto é que vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que ama a verdade escuta a minha voz! (Jo 31,17).

Por isto é que nos arquivos dos povos, nos arcanos das gentes, nos registros das nações, não se depara frase mais bela do que aquela que afixaram no alto da Cruz. Percorram-se as formosas expressões hieroglíficas. Perquiram-se os famosos ditos em caracteres cuneiformes. Vejam-se os lindos versos gregos ou romanos, gravados na pedra, no mármore, nos metais. Percorram-se as mais notáveis inscrições dos túmulos, famosos que sejam os heróis aí sepultados. Não se encontrará após tal pesquisa, título mais real e pulcro a sintetizar verdade grandiosa que compendia toda a história humana. Forjado embora na irrisão, ele encerra a mais fúlgida das realidades. Os amigos de Jesus depois a retiraram, pois, aqueles a quem o remoque a inspirou poderiam vir destruí-la.

A Cruz já era um trono. O império de Cristo iria se estender por toda a terra. O Centurião já proclamara sua divindade: “Este era verdadeiramente o Filho de Deus” (Mc 15,39). Deus, realmente reinou do alto do madeiro, como canta a Liturgia da sexta-feira santa. Jesus Nazareno é rei.

Dezenove séculos depois a magna verdade foi enunciada novamente pelo papa Pio XI. Este contemplou o fenômeno maravilhoso de um reinado na inteligência, na vontade e no coração do homem, por ser Jesus a própria verdade, a própria bondade e o oceano imenso de amor. Reinado a se espalhar por toda a sociedade, não só misticamente, silenciosamente, no íntimo de cada alma humana, mas ainda visivelmente, de maneira pública, inspirando os governos, os chefes de Estado, informando as leis, dando seu espírito às artes, penetrando as universidades, as escolas, falando pela boca dos magistrados. Honras públicas de todas as nações.

Rei da História, fato de novo proclamado por Pio XII. Este, profeticamente, mostrou a influência decisiva de Cristo a enfronhar um novo modo de vida que raiava, uma esperança fagueira para novos dias. Reinado de verdade e de vida, de santidade e graça, de justiça, de amor e de paz, como reza o prefácio da Missa de Cristo-Rei. João Paulo II também exaltaria este Rei em inúmeros documentos e, com uma profundidade admirável, ensinou: “O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa, que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível”.

Esta realeza foi solenemente pregada no alto da Cruz: Jesus é Rei! Jesus de Nazaré é Rei dos Judeus. Ele é o primeiro dentre os de sua nobre raça, dentre os mais ilustres de seu ilustre povo, dentre os que se tornaram célebres na história de Israel. Ele mesmo proclamou sua supremacia sobre Abraão que anelava por ver o seu dia. Sua sabedoria e seu poder ofuscaram a Jacó, Moisés, Josué, Salomão. Profetas famosos prepararam-Lhe a vinda.

Ele é, de fato, Rei dos Judeus ante quem se curva todo o Antigo Testamento. Nós nos ufanamos por ter como nosso Chefe, nosso Rei, um que pertenceu ao povo eleito, ao povo escolhido. Nosso Rei é Jesus, Rei dos judeus, Rei de todos os povos, por que Ele a todos resgatou. Jesus havia explicado porque ele é Rei: “Tudo me foi dado pelo meu Pai” (Mt 11,27) [...] “Todo poder me foi outorgado no Céu e sobre a terra” (Mt 28,18).

Cumpre, porém, que o cristão reflita se, de fato, Cristo reina em todas as dimensões de sua vida, de tal forma que todos os pensamentos, todos os planos estejam imbuídos dos ensinamentos deste Soberano Senhor. É preciso que o seguidor de Cristo esteja submetido inteiramente à sua autoridade suprema. Além disto, é dever de cada batizado cooperar para que o reinado de Cristo-Rei se estenda por toda parte, não apenas em cada coração, em cada lar, mas na sociedade em geral. Apenas assim, se poderá proclamar sinceramente: “Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera”.

O cônego José Geraldo Vidigal de Carvalho é sacerdote incardinado na Arquidiocese de Mariana, foi professor do seminário de Mariana durante quatro décadas.
Viçosa, 17 de novembro de 2010.

As idéias contidas nos textos são de estrita responsabilidade de seus autores, são colocados no blog por considerar que total ou parcialmente contem aspectos proveitosos para o discernimento face à próxima eleição. As posições oficiais da Igreja podem ser lidas na seção Voz da Igreja.

Cristo, Rei do universo

Estamos concluindo mais um ano litúrgico e consequentemente iniciando um novo ano de bênçãos e graças da parte do Senhor, pois dia 21 de novembro, celebraremos o último domingo deste ano litúrgico, com a solenidade de Cristo Rei do Universo, e também, o dia do Leigo, de todo aquele batizado que, como "sal da terra e luz do mundo" é chamado a dar sabor divino nas atividades terrenas.

Ao longo de cada ano litúrgico, a igreja procura despertar e direcionar o coração de seus filhos para um fiel seguimento ao Cristo, caminho que nos conduz ao céu. Assim, o ano litúrgico que tem início cada ano, sempre no domingo mais próximo do dia 30 de novembro, com o primeiro domingo de advento, convidando todos à vigilância e à santidade, isto é, a estar de coração preparado para a nova vinda gloriosa de Cristo e, também, a acolher a Boa Nova do evangelho, para que a exemplo de Maria e da cidade de Belém, deixemos Cristo nascer, morar e iluminar o nosso coração e a nossa família, enchendo-nos de alegria e paz radiantes.

O Ano Litúrgico tem continuidade no próprio mistério de Cristo, que guiado pelo Espírito Santo, sempre fiel a vontade do Pai, anuncia e revela-nos o projeto de Deus e seu desígnio amoroso, mostrando-nos o caminho da salvação, tem sua conclusão na Solenidade de Cristo Rei do Universo, alfa e ômega, começo, fim e realização de toda humanidade.

Na solenidade de Cristo Rei somos convidados a contemplar o Filho de Deus exaltado na cruz, derramando seu sangue, dando-nos sua vida pela nossa salvação; entregando-nos o Novo Mandamento "amai-vos uns ao outros como eu vos amei" (Jo 13,14). Assim, é na obediência a Deus Pai e no sangue derramado na cruz, que Cristo inicia o seu reinado, reinado este que está aberto a todos de boa vontade, para que guiados pelo Espírito Santo possam aderir ao projeto de Deus.

Se pelo batismo fomos inseridos no Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja, somos convidados como cidadãos do reino celeste, unidos a Cristo Rei do Universo, a promover a vida, a justiça, o perdão e a paz, vivendo as bem-aventuranças de filhos de Deus.

Na solenidade Cristo Rei do Universo celebramos o dia do leigo, de todo aquele que tendo sido regenerado na água batismal como fermento no mundo, através de suas ações dá sabor divino às realidades terrenas. São "homens e mulheres no coração do mundo, e mulheres e homens do mundo no coração da Igreja" (Aparecida, 209). Por isto se queremos transformar o mundo com a presença santificadora do evangelho de Jesus Cristo, precisamos trabalhar, cada vez mais, em nossas comunidades, para que cada leigo seja formado para viver a doutrina cristã e os valores evangélicos, para que assim, como discípulo missionário, unido a Cristo Rei do Universo se coloque à serviço da comunidade, partilhando seus dons, tornando-se uma oferenda agradável a Deus Pai.

A todos os leigos e leigas, fiéis engajados em nossas comunidades, que no dia-a-dia, como grão de trigo tem-se colocado a serviço do reino de Deus e da igreja através das diversas pastorais, movimentos, organizações e serviços na promoção da vida, nossos mais sinceros agradecimentos pela doação e pelo testemunho. Que Deus Pai, fonte da vida e da graça, por intercessão da Virgem Maria, continue suscitando no seio da igreja e das famílias, santas vocações, para que assim, cada vez mais, trabalhemos unidos pela salvação da humanidade, anunciando que Cristo é Rei do Universo e testemunhemos que Ele reina em nosso coração, servindo com alegria, amor e doação.

Dom Benedito Gonçalves dos Santos é Bispo da Diocese de Presidente Prudente, em São Paulo.
Presidente Prudente, 11 de novembro de 2010.

QUINTA-FEIRA, 18 DE NOVEMBRO DE 2010

Igreja salta da 7ª para 2ª instituição mais confiável por causa do posicionamento claro contra o aborto, diz estudo da FGV

Grafico da Folha de São Paulo, 18.11.2010

Em estudo divulgado hoje pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas a Igreja Católica passou a ser considerada pelos entrevistados a segunda instituição mais confiável no país, sendo que no segundo trimestre deste ano ela ocupava o 7º escalão.

O Índice de Confiança na Justiça (ICJ), produzido trimestralmente pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, revelou que a Igreja ganhou credibilidade diante dos brasileiros consultados. No terceiro trimestre, 54% dos entrevistados disseram que a Igreja é uma instituição confiável em comparação com o segundo trimestre de 2010, quando 34% dos entrevistados deram essa resposta. Em contraposição, a confiança nos Partidos Políticos caiu de 21% para 8% no período, mantendo-se em última posição no ranking de confiança nas instituições. As Forças Armadas continua tendo o primeiro lugar no Índice. Você pode ver o informe completo do Índiceaqui.

Na nota oficial que divulga os resultados, a FGV destaca que esta importante mudança pode ser explicada pela forma com que a Igreja Católica marcou o processo eleitoral Presidencial.

Para Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do ICJ Brasil, a controvérsia sobre o aborto travada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais pesou decisivamente para o aumento do índice de confiança na Igreja.

"A Igreja estava em um grau baixo de avaliação quando foi feita a apuração no segundo trimestre, muito perto da crise envolvendo a instituição com denúncias de pedofilia", observa Luciana. "A última fase da coleta coincidiu com a discussão sobre o aborto nas eleições presidenciais. Isso fez a diferença", disse a pesquisadora ao jornal O Estado de São Paulo.

A professora destaca que o tema aborto não foi citado na consulta. "A gente pede resposta de forma espontânea para dizer se a instituição é confiável ou não. Mas é evidente que é esse (o ataque ao aborto) o motivo principal do aumento significativo da confiança na Igreja".

Este aumento na confiança, apesar da dura campanha de desprestígio que a Igreja tem sofrido em decorrência dos casos de homossexualidade e abuso de menores entre membros do clero, deve-se à posição clara que um pequeno grupo de Bispos assumiu com respeito ao tema do aborto, e não a posição dúbia, ou às vezes omissa, da Conferência Episcopal (CNBB) e de alguns membros do Episcopado.

A confiança regenerada na Igreja deve-se, em boa parte, ao testemunho e às palavras de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo da Diocese de Guarulhos; de Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo da Diocese de Franca, de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen; de Dom Cristiano Jakob Krapf, Bispo da Diocese de Jequié; de Dom Filippo Santoro, Bispo Petrópolis; de Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, Bispo de Oliveira; de Dom Fernando Arêas Rifan, Prelado da Administração Apostólica São João Maria Vianney; de Dom Emílio Pignoli, Bispo emérito de Campo Limpo; de Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo emérito de Nova Friburgo; Dom Henrique Soares da Costa, Bispo auxiliar de Aracajú; Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro; de Dom Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo Metropolitano da Paraíba; de Dom Aloísio Roque Oppermann, Arcebispo Metropolitano de Uberaba; de Dom Gil Antonio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora; de Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasilia; de Dom Anuar Batisti, Arcebispo Metropolitano de Maringá; de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém; e dos cardeais Dom Eugenio Sales, Arcebispo emérito de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo Metropolitano de Aparecida. Entre outros.

Os resultados do Índice são um dado importante a ser considerado por nossos Pastores. Os posicionamentos ambíguos da CNBB e um setor dos bispos no Brasil muitas vezes nos deixam perplexos ou confundidos como fiéis. A confiança se perde. A mensagem do Santo Padre do dia 28 de outubro passado, na qual pede aos Bispos do Brasil que se posicionem sem medo de serem incompreendidos ou criticados é reveladora. O lugar recuperado pela Igreja no Índice parece apontar em direção necessidade de atender a sede que o povo tem de testemunhas e ao fato de a Igreja ensinar com claridade e fidelidade será sempre um bem para os fiéis e para a sociedade.