Aos Membros do
Cons.Superior do Ministério Público do Estado de S.Paulo
Prezados Conselheiros
Soube que os senhores estão julgando a pertinência e adequação do uso de instrumento anti-doutrinação ideológica nos ambientes escolares, em resposta à representação colocada por um pai de aluno. Peço-lhes licença para aduzir parecer, enquanto psicólogo clínico, sobre minhas experiências sobre a questão.
Primeiro: a ocorrência generalizada de doutrinação política em nossas escolas é fato irretorquível.
As recorrentes e cada vez mais freqüentes queixas de pais, assim como a constatação pessoal no decorrer de psicoterapia com adolescentes, são-me comprovação cabal do crime.
Não houve erro ou excesso - o termo preciso para tal fato é mesmo CRIME, feito contra a consciência, o que vale dizer, crime contra a humanidade.
Sei e acredito que saibam, que o 'aparelhamento' das escolas e ideologização 'socialista' de seus currículos é parte da programada "longa marcha para dentro dos aparelhos de hegemonia da burguesia".
Vinco, sublinho, enfatizo que sou apolítico.
Minha atual visão e julgamento quanto ao assunto resulta da experiência havida em sessões psicoterapêuticas e daquilo que conheço da natureza humana.
Assim como meu interesse sobre o tema nasceu de vivências no trabalho psicoterapêutico com uns quantos clientes adictos ao esquerdismo e se desenvolveu por absoluta necessidade de me instrumetalizar conceitualmente para melhor tratar as conseqüências corruptoras da ideologia.
Parte deste processo foi estudar a pessoa de Karl Marx, além de suas obras.
Com respeito a estas últimas, seu pensamento, sua "filosofia" e visão sobre economia e sociologia foram sobejamente analizadas por gigantes intelectuais éticos como Eugen Böhm-Bowerk, Ludwig von Mises, Friedrich August von Hayek, ademais de outros - e desmascaradas como construtos enganosos, sofismáticos, essencialmente desonestos, senão delirantes, e - por uma lógica de aço - demolidas até seus alicerces.
A precisão destas análises vem sendo comprovada exaustiva e repetidamente, mesmo ad nauseam, pelos resultados catastróficos - previstos por aqueles autores - da praxis desta ideologia imposta a tantos povos. As provas da indução à perversão e corrupção por esta vertente político-ideológica são tantas, tão óbvias, tão sólidas e tão inegáveis, que posso adiantar parecer sobre quem quer que se recuse reconhecê-las:
será um analfabeto ignorante e manipulado, ou um mentiroso lucrando com enganar ou um neurótico com cegueira mental auto-induzida.
( Se conhecem alguém adicto à esquerdopatia, seria generoso avisar que tais condições são redutíveis por psicoterapia. Garanto-lhes a impossibilidade da existência de comunista após uma terapia efetiva, assim como a comprovada validade da assertiva de que adicção à ideologia comunista é antítese de sanidade psico-emocional. Entretanto - é bom que se saiba - a inerente e condicionante honestidade exigida em psicoterapia, os faz escafederem-se como o diabo da cruz. )
As conclusões daqueles analistas quanto ao trabalho intelectual de Marx corroboram meus achados quanto ao indivíduo, provenientes de sua correspondência, de inúmeros testemunhos coevos, tanto quanto das motivações emocionais mal ocultas, promanantes de sua cosmovisão.
Marx foi uma personalidade psicopática.
Em linguagem mais palatável: era essencialmente desonesto, movido por ambição de domínio só comparável à enorme força e prevalência da inveja doentia, substrato do rancor surdo e eloqüente ódio à humanidade que foram um selo constante em suas atuações.
Era desonesto, desleal, mentiroso, manipulador, hipócrita, parasita, odiento, cruel, vingativo, mesquinho, absolutamente incapaz de sentimentos elevados ou comportamento ético, os quais sequer compreendia. Sua motivação essencial evidente foi sempre a destruição do que entendia ser a - para ele insuportável - felicidade alheia.
Em suma, cavalheiros, Marx foi aquilo resumível na expressão: uma pústula incomumente podre de mau caratismo.
Suponho mesmo que, não existissem circunstâncias atenuantes em seu convívio, teria implodido em psicose.
Entretanto, confesso restarem-me dúvidas quanto à sua real acuidade psicológica.
Por um lado, suas manifestadas expectativas quanto ao comportamento humano - dos 'proletários' - no mítico "mundo melhor possível" do socialismo, eram, para ser bondoso, boçais. E tanto que se chocam com sua notória capacidade intelectual.
Por outro lado, considerando seu repugnante estofo caracterológico, há que considerar a hipótese de que as tais "expectativas manifestadas" em direção a "um mundo melhor possível" para a sofrida humanidade, foram apenas conversa-pra-boi-dormir, fumaça nos olhos do leitor, véus hipócritas sobre a venenosa realidade subjacente.
Se sua manifestação de grosseira estupidez quanto à psicologia contradiz seu intelecto superior, a generosidade de alma que inclina ao esforço para o bem estar e felicidade do próximo não apenas não existia em seu perfil como seria frontalmente contrária a este.
Hipótese que se valida na constatação de que, jamais na história conhecida do Homem, existiu um conjunto de idéias que, sob a sedutora aparência de vocação humanista, contivesse tal potencial corruptor, quanto a ideologia marxista.
Potencial que se atualiza de forma evidente em todos os personagens visceralmente adictos à se pautarem por estes conceitos.
Senhores, isto não é 'achismo' mas evidência pragmática.
E ninguém, intelectualmente honesto, pode se furtar ao fato de que uma obra assim motivada se encaixa à perfeição ao caráter de Marx.
Acompanhei narrações biográficas daqueles clientes esquerdóticos desde seus verdes dias adolescentes, quando a bondade generosa em relação ao sofrimento humano coexistia com ignorância, inexperiência, entusiástica e cega crença na própria onipotência, ademais daquela ingenuidade tocante que os fizeram vítimas fáceis do pseudo e hipócrita humanismo socialista.
Pude averiguar a ação sedutora do sofisma "Os fins justificam..." e suas conseqüências corruptoras sobre jovens personalidades ainda confusas quanto à própria identidade, quanto à natureza de suas emoções e impulsos, tanto quanto sobre os imprescindíveis limites éticos à sua atuação comportamental.
Este particular aspecto da doutrinação - a aceitação plena desta bestialidade ética ( Os fins justificam os meios, o que vale dizer, justificam tudo. ) foi, e continua sendo um divisor-de-águas, um instrumento de seleção entre aqueles jovens.
Neste ponto, aqueles - os raros, os especiais, geralmente os mais inteligentes e mais honestos para consigo mesmos - que já alcançaram alguma sensibilidade ética, paravam para pensar - e caiam fora.
Para os demais, invariavelmente menos dotados, abria-se - abre-se - larga, a via descendente da corrupção.
E aqui pode-se admirar a acurada astúcia de manipulação psicológica inerente à ideologia: a adicção se faz garantida por aparente justificação - pela "moral socialista" - de aspectos perversos de si mesmo, em especial - mas não apenas - a inveja e a ânsia por poder, sem prejuízo das vantagens gratificantes do impulso gregário. A ação de sapa da dimensão emocional, determinante, continua pela 'justificadamente' complascente liberação de impulsos hedonísticos naturais e anulação dos freios éticos, apoiada intelectualmente pela cosmovisão implícita e aparentemente racional do arcabouço conceitual ideológico. Este, quase integralmente estruturado em sofismas.
( Se me permitem um refresco de memória:
- "Sofisma: argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa." Ou...
- "qualquer argumentação capciosa, concebida com a intenção de induzir em erro, o que supõe má-fé por parte daquele que a apresenta." E ainda...
- "mentira ou ato praticado de má-fé para enganar a outrem; enganação, logro, embuste."
Para maiores detalhes sobre o tema, poderão apelar para a 'filósofa' Marilena Chauí, eminente expert em seu uso. )
Lentamente, embebem-se da falácia epistemológica conhecida como "Relativismo", abantesma conceitual cuja última forma - na moda e em plena aceitação por pseudo-intelectuais com estrume entre as orelhas - foi, como sabem, o produto de uma dentre as várias mentes doentias da Escola de Frankfurt.
Para mentes jovens, desprovidas de parâmetros críticos desenvolvidos pela experiência, isto é a absoluta franquia para a permissividade, é aval para liberação de pulsões primárias, animalescas. Em absoluto contrário ao postulado do genial Dr.Freud, não transmutam Id em Ego, mas Ego em Id, e invertendo a pulsão ontológica civilizatória, mergulham na selvageria, no caos da anomia. Para gozo e gáudio do fantasma de Antonio Gramsci, aquela pequena monstruosidade humanóide, tão aleijada de mente e alma quanto de corpo.
Como se percebe, o notório atual e degradado estado de nossa juventude - e de nossas escolas - não é coincidência.
Há uma idéia aceita por todas as ciências, que me permito apresentar às suas considerações, Conselheiros: a Vida na Terra se hierarquiza em diferentes níveis de complexidade, com o Homem no último e superior degrau desta escala.
Um ego individualizado, estruturando-se sobre a consciência de ser-no-mundo, é a capacidade distintiva, exclusiva da Humanidade. A percepção de um si-mesmo individualmente diferenciado, em relação consciente e reflexiva com seu entorno, é característica restrita ao humano, excluída da natureza das demais espécies. Mesmo aquelas superiores nas quais encontramos traços de consciência, têm-na difusa, não centrada em um ego auto-referente, com historicidade e características únicas - individualizadas.
Peço-lhes particular atenção para isto: o ápice evolucionário absoluto se distingue por INDIVIDUALIDADE CONSCIENTE.
Se entendermos esta realidade como um propósito - ainda que meramente incidental, na acepção de resultante por simples automatismo da valência atuante de Leis Naturais ainda desconhecidas - ser-nos-á impositivo aceitar que a Natureza visa metas que passam necessariamente pela ampliação crescente da consciência e do senso de individualidade - consciência na e da unicidade.
Enquanto 'filosofia', o Esquerdismo - em qualquer de suas faces - induz à desvalorização do indivíduo, de sua singularidade, a ser dissolvida na esfera difusa do "social", deliberada e canalhamente ocultando o fato que o "social" é a soma dos indivíduos, que a eventual ascensão em excelência humana deste "social" só pode se dar pela evolução do indivíduo. Algo que, sabidamente, só ocorre em liberdade.
A característica e autoritária imposição esquerdopata de um "pensamento único", da "verdade" ditada pelo Partido, impedindo-se por todas as formas a necessária confrontação com o contraditório, é uma das maneiras pelas quais se castra o desenvolvimento da consciência; tal como é castrador o estado confusional criado pela difusão sistemática da duplafala ( doublespeak de Orwell ) e suas caóticas acepções semânticas induzindo à impotência cognitiva e conseqüente alienação.
Pari passu, o relativismo moral subjacente turbina a degradação caracterológica, tão visível nos "intelectuários" esquerdóticos que parem uma cadeia infinita de mentiras, distorções e omissões, para que desta imunda e venenosa semeadura, eventualmente emerja e prevaleça no "imaginário popular" a "Verdade"... Como terão percebido, Conselheiros, não me atenho a rótulos.
Enquanto psicólogo e psicoterapeuta, uso descascar as máscaras óbvias, inclusive de presumidas "autoridades intelectuais" que lançam grandes sombras a partir de tão pouca e porca substância, traduzindo sua suposta 'verdade' para aquilo que realmente é: doentia, inescrupolosa, criminal e profundamente canalha, ânsia por poder. Interagi profissionalmente com algumas destas reputadas 'sumidades' por tempo e profundidade suficientes para desvendar sua íntima vacuidade e penúria cultural e ética.
Sumarizando, senhores Conselheiros, a inteira concepção de mundo da esquerdopatia e de seus paladinos por "um mundo melhor possível" ( aliás, jamais descrito ) é um tsunami de patologia anímica, caracterológica, que se abre em franca, arrogante e boçalíssima oposição à natural dinâmica da evolução humana - e - consciente e deliberadmente visa criar sub-humanos, dóceis e manipuláveis. Bem curtinho, cavalheiros: são inimigos da Humanidade.
E na medida em que suas atuações produzem obstáculos e frenam a pulsão evolucionária, são também dementes estúpidos que serram o galho em que se apoiam.
A difusão e hegemonia mundial desta vertente pseudo-filosófica é claramente a causa deste planetário quadro de sócio-patologia.
Sei, e suponho que saibam, que este horror tão cuidadosamente planejado e induzido, provém de instâncias bem mais poderosas que o Foro de São Paulo ou que o grupo de psicopatas liderados pelo pequeno e desdedado cafetãozinho-de-porta-de-fábrica, aboletado em Brasília.
Mas também estas instâncias são formadas por homens, indivíduos tomados pela húbris, esta demencial arrogância que delira ser capaz de criar uma nova humanidade e um novo mundo à feição de suas conveniências, peitando confronto suicida com as Grandes Leis Universais.
Inevitavelmente, e não obstante toda a catastrófica destruição que sua loucura potencializa para eclosão em futuro próximo, irão fracassar.
Ajuizando pelo imenso poderio a sua disposição, farão da civilização ocidental um deserto de escombros, mas como todo louco que se opõe à Natureza, mesmo msobre estas ruínas serão derrotados.
Entendo que os senhores Conselheiros estão, neste julgamento, frente a uma escolha.
Talvez que possa ser considerada ínfima em relação ao nosso inteiro panorama sócio-político.
Mas, penso que será vital para a integridade do indivíduo que arbitra.
Lembro-lhes, cavalheiros, que tão certo como somos todos humanos, a Vida fatalmente nos trará o momento de responder por nossas opções.
Que o Criador os ilumine.
Atenciosamente,
Márcio Del Cístia
Psicólogo - CRP 06/37382-1
RG 2 985 199-9 SSP/SP
R.Jean Mellé, 73
04741-190
Sâo Paulo - SP
N.B. - Alguns termos menos delicados no texto acima não visam insultar, apenas descrever.